Sociedade

60% da rega dos jardins públicos usa água não potável

• Favoritos: 52


O uso de água pelo município foi debatido na última Assembleia Municipal, com os partidos a quererem saber o que está a autarquia a fazer para poupar água e Jorge Sequeira a indicar que 60% da rega dos jardins usa água não potável.

Na Assembleia Municipal, que decorreu na quinta-feira da semana passada de forma virtual, e na sequência do apelo para a comunidade sanjoanense poupar água, feito pelo Presidente Jorge Sequeira na última reunião de Câmara, a deputada Cláudia Santos (coligação A Melhor Cidade do País), perguntou o que está a fazer o município perante a situação atual, questionando se a autarquia tem “medidas de racionalização” do consumo.
Na resposta, o Presidente informou que a Câmara “acompanha o abastecimento” de água na cidade, designadamente no quadro das Águas de S. João. “As nossas fontes de abastecimento asseguram a regularidade e continuidade” do serviço, todavia, “fazemos o apelo para que haja contenção no uso de água”, completou, lembrando as medidas “desta câmara” de eficiência hídrica.
“Está em execução, desde o ano passado, a maior empreitada de sempre ao nível de eficiência hídrica”, indicou, remetendo para a substituição “integral” de condutas na Avenida do Brasil, no parque da Senhora dos Milagres e em Santo Estevão, onde se registavam “perdas elevadas” devido à “antiguidade” das estruturas. “Em 13 pontos da cidade estão a ser instaladas válvulas redutoras”, acrescentou.
Quanto à rega dos jardins, o edil fala de uma “regra parcimoniosa” esclarecendo que a mesma não existiria caso chovesse. Frisou, contudo, que “se não se regassem os jardins públicos estariam completamente secos” e que uma vez que ainda há recursos para tal, foi tomada a opção de “para já assegurar a subsistência”, sendo que a questão está, conforme afiançou Jorge Sequeira, a ser monitorizada e “se for necessário pode haver redução na rega”.
Sem sugerir que “os jardins não fossem regados”, a CDU acredita que “não parece correta que essa rega seja feita com água para consumo humano, numa altura em que há escassez”.
De acordo com o Presidente, há “uma grande percentagem de água de rega de origem não potável com base em captações de furos”, cerca de 60% da rega é feita com água de origem não potável, referiu, pelo que “apenas 40% de água é da rede pública”.

Ar­tigo dis­po­nível, em versão in­te­gral, na edição nº 3879 de O Re­gi­onal,
pu­bli­cada em 17 de fevereiro de 2022

52 Recomendações
286 visualizações
bookmark icon

Farmácias abertas

tempo