Sociedade

10,5 milhões para novo serviço de recolha de resíduos

• Favoritos: 132


A câmara vai lançar um concurso para adjudicar a recolha e transporte a destino final de resíduos urbanos e limpeza urbana que promete alterações significativas na cidade. O investimento de 10,5 milhões para executar em 7 anos.

O executivo levou à reunião de câmara a proposta para o concurso por prévia qualificação que visa a prestação de serviços de recolha e transporte a destino final de resíduos urbanos, fornecimento, manutenção e lavagem de equipamento, limpeza pública e gestão do ecocentro no município, uma vez que o atual contrato, com a SUMA, termina no próximo ano. O vice-presidente da câmara sublinhou que o procedimento é complexo e terá de passar pelo crivo da assembleia municipal e do Tribunal de Contas. “Este é um investimento que denota toda a importância dada pela câmara municipal às questões ambientais e prossecução do objetivo que prevê a neutralidade carbónica em 2030”, sublinhou José Nuno Vieira. O investimento, de 10,5 milhões, é para executar em sete anos, e vai permitir “melhorar o serviço para o utilizador, maior conforto na gestão de resíduos , maior equilíbrio e justiça”, frisou. O autarca recuou a 2019 para lembrar a introdução de recolha seletiva porta a porta, uma experiência que veio comprovar “o aumento exponencial da quantidade de resíduos seletivos recolhidos”. Esse mesmo programa deverá demorar “dois anos para abranger todo o concelho e para introduzir o conceito de poluidor pagador. O sistema tarifário é fundamental para identificar o utilizador, sem isso não há mudança de paradigma”, sublinhou.
Na limpeza urbana, está previsto um “serviço mais completo e abrangente”, com cobertura integral de todos os arruamentos e a introdução de novidades, como o “reforço da compostagem individual ou comunitária”. “Com menos material para aterro, menor é o custo. É algo que vai ser criado em breve através de um programa de financiamento, no âmbito das comunidades desfavorecidas”, acrescentou o edil. A proposta contempla ainda a aquisição de um Ecocentro Móvel ou a recolha de resíduos perigosos de pequenas quantidades, como pilhas ou tintas. Será também introduzida uma nova fileira de recolha de óleos usados, aproveitando os recursos já existentes no sistema porta a porta, e haverá investimento em contentores subterrâneos. O vice-presidente da câmara denotou a importância deste investimento para a “evolução da cidade no respeito pelo meio ambiente e no alcance da sustentabilidade”, frisando que S. João da Madeira é uma referência, num país “que acordou um pouco tarde para esta matéria”, e que continua a dar passos significativos.
Dada a “complexidade” do procedimento, a Coligação ‘Melhor Cidade do País’ pediu o adiamento do ponto para ter “mais tempo para fazer a análise”. José Nuno Vieira concordou e sugeriu uma reunião extraordinária para debater o tema, “antes da próxima reunião de câmara para não se perder mais tempo”.


Escolas separam cada vez mais resíduos

No ano letivo 2022/2023, as escolas do concelho procederam à recolha de 104,79 toneladas de resíduos recicláveis - um aumento de 4,4% em relação ao ano transato-, no âmbito do projeto escolar 100% Resíduos. Desde 2018 que este programa ajustou o foco para o mote “quem mais separa, mais ganha”, permitindo que todos os participantes ganhem na medida do seu esforço, isto é, sejam compensados de forma proporcional à recolha que efetuam. Contabilizados os resíduos recolhidos no ano letivo 2022/2023, correspondem a um valor total de 12.155,31 euros, que será agora distribuído pelas escolas, consoante a recolha efetuada. O vice-presidente da câmara salientou o “mérito” do projeto, que promove a separação de resíduos e melhora o desempenho ambiental da cidade. As verbas transferidas para cada escola serão utilizadas em programas de cariz ambiental.

132 Recomendações
547 visualizações
bookmark icon

Farmácias abertas

Taxas de juro

Preço Combustíveis

tempo