Em 2018, S. João da Madeira melhorou a sua “performance ambiental”, aumentando em 5,59 por cento o volume de resíduos separados, ao mesmo tempo que reduziu em 2,29 por cento a produção de lixo indiferenciado. Com estes resultados, que traduzem a valorização de 57 por cento do total de resíduos produzidos no concelho, o concelho supera as médias nacionais no que respeita aos indicadores relativos à produção de lixo e separação dos resíduos.
A Casa da Natureza, no Parque do Rio Ul, foi o espaço escolhido pelo presidente da Câmara Municipal de S. João da Madeira, Jorge Sequeira, para apresentar os dados relativos à produção de resíduos no ano de 2018.
Estes são dados que, nas palavras do edil, se traduzem em “indicadores de comportamento” que permitem “medir a performance ambiental” do município.
Nesta apresentação, que decorreu na passada terça-feira, 29 de Janeiro, Jorge Sequeira começou por lembrar que em S. João da Madeira, registando-se a “maior atractividade de não residentes em toda a Área Metropolitana do Porto”, a “população flutuante” é “o dobro da residente”, sublinhando que “gerimos os resíduos produzidos pelos nossos munícipes, mas também por pessoas que não residem” no concelho.
A produção de lixo indiferenciado, colocado nos contentores, baixou 2,29 por cento em 2018, o que corresponde a menos 227 toneladas de resíduos e a uma diminuição de encargo financeiro superior a 15 mil euros. No ano passado, cada sanjoanense produziu em média 446,45kg de lixo indiferenciado, ficando assim abaixo da média nacional que se fixou em 484kg/habitante. No entanto, Jorge Sequeira define como objectivo “a cada ano reduzir este valor de indiferenciado”.
Em sentido contrário, “houve uma maior selecção de resíduos e transmissão para outros canais”, nomeadamente ecopontos, Comércio Verde e Ecocentro, pelo que a produção de resíduos urbanos selectivos subiu 5,59 por cento, o que significa uma “melhoria da nossa performance ambiental”. Nos ecopontos – que em 2018 foram reforçados um pouco por toda a cidade, totalizando 90 conjuntos – o aumento foi de 5 por cento, enquanto a recolha porta-a-porta através do projecto Comércio Verde cresceu 6 por cento. Também na recolha selectiva S. João da Madeira apresenta melhores positivos, com taxas médias de separação de resíduos superiores às metas definidas pela ERSUC para cada fileira de resíduos. “Superamos já os indicadores e objectivos da ERSUC”, afiançou Jorge Sequeira.
Do total de lixo indiferenciado, S. João da Madeira envia cerca de 11 por cento para reciclagem. No entanto, numa análise que englobe todos os resíduos produzidos – incluindo resíduos verdes e madeiras, óleos, resíduos de demolição e construção, entre outros – conclui-se que “S. João da Madeira valoriza 57 por cento do total de resíduos produzidos”.
O edil garante que quer dar continuidade à aposta na educação ambiental, uma “tradição no nosso município”, no âmbito da qual, em 2018, se realizaram 233 sessões em escolas, com participação em projectos como o Eco-Escolas, a Semana da Terra e diversos eco-eventos.
Jorge Sequeira define ainda o objectivo de “lançar desafios à comunidade, aos operadores económicos e às escolas” para que “tentem superar estas metas”.
No âmbito das metas definidas pelo Plano Estratégico para os Resíduos Sólidos Urbanos (PERSU), o município propõe-se incrementar a recolha selectiva de embalagens e implementar a recolha selectiva de biorresíduos, organizar o sector para a mudança e reduzir o consumo de plástico no âmbito da nova Directiva Single Use Plastics (plásticos de utilização única).
Joana Gomes Costa
