S. João da Madeira vai ter casa de transição para sem-abrigo

S. João da Madeira vai ter casa de transição para sem-abrigo

S. João da Madeira vai ter um apartamento de autonomização de apoio à reintegração social de pessoas sem-abrigo, com base num protocolo firmado entre a Câmara Municipal, que irá ceder um apartamento de habitação social para o efeito, e a Santa Casa da Misericórdia, que fará o acompanhamento desta resposta através do Trilho.

A assinatura do protocolo para a cedência de um «Apartamento de Autonomização» de apoio à reintegração social de pessoas sem-abrigo decorreu na tarde da passada segunda-feira, no Fórum Municipal.
O presidente da Câmara Municipal de S. João da Madeira, Jorge Sequeira, disse estar “muito orgulhoso da parceria” que o município tem mantido com a Santa Casa da Misericórdia de S. João da Madeira, que se estreita com a “cedência gratuita” de um apartamento T4, que integra o parque de habitação social gerido pela empresa municipal Habitar S. João, permitindo o apoio à autonomização de pessoas sem-abrigo, acompanhadas pelo Trilho.
Para o edil, a “protecção da pessoa humana” é “muito mais importante” do que “obras nos pavimentos”.
“Com este passo, a Habitar entra também numa nova dimensão da sua acção social”, constatou Jorge Sequeira, lembrando que esta parceria se soma ao “serviço de habitação a famílias carenciadas” e “apoio a refugiados” já prestados pela empresa municipal.
Também o provedor da Santa Casa da Misericórdia de S. João da Madeira, José António Pais Vieira, salientou as “muito boas relações” com a edilidade. Uma posição que acredita poder “ajudar muito os sanjoanenses e a comunidade”.
A vereadora Paula Gaio, presidente do conselho de administração da Habitar S. João, recordou que a empresa municipal dispõe ainda de um “apartamento para situações de emergência” que acolhe temporariamente vítimas de violência doméstica, de incêndios ou catástrofes naturais. A vereadora salientou também que S. João da Madeira tem “uma vantagem relativamente a outros concelhos”, que é o facto de uma valência da Santa Casa da Misericórdia local fazer o acompanhamento de pessoas sem-abrigo, pelo que o Trilho é “o interlocutor com o estado central que trabalha mais directamente” com esta franja da população.
“É um gosto a Santa Casa da Misericórdia nos permitir esta abertura para encontrar uma solução que é nova e diferenciadora”, afirmou Paula Gaio, sublinhando que na resposta social a estas questões são necessários “passos pequenos, pacientes e progressivos”.
O contrato de comodato assinado esta semana prevê a sua entrada em vigor a partir de 1 de Janeiro de 2019, sendo que será agora necessário um “esforço conjunto para equipar o apartamento” e todos os procedimentos para definição das regras de funcionamento e selecção dos utentes.
A parceria entre a Câmara e a Misericórdia sanjoanense permitiu já levar utentes do Trilho a espectáculos dinamizados pelo município, por exemplo, concertos na Casa da Criatividade, ou uma das sessões do Gargalhão, por exemplo. As duas entidades são ainda parceiras em duas candidaturas apresentadas no âmbito do programa Portugal Inovação Social.

Joana Gomes Costa

Deixar uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

  Subscribe  
Notify of