Reversejar

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O silêncio (Ensaio)

Silêncio, um estado tão próprio de pessoas, que cessou,
Que se abstêm de falar ou produzir vibrações;
A ausência de ruídos, calmaria do que parou,
E cai no sossego calmo, de pré-congeminações.

Será uma alternativa, quando se deixa de andar
Pelos mundos onde se criam os sons diversificados,
Após marchas, caminhadas para se poder pensar;
Dar ordens, e hierarquizar os actos verificados.

Todos os segredos do mundo nos silêncios estão
[escondidos,
Não há silêncios absolutos, só os da imensidão gelada,
Há silêncios preciosos, às catedrais atribuídos,
E há o silêncio da morte contra o qual não temos nada.

Também há o silêncio de ouro, há lugares silenciosos,
Onde tudo é liso e branco, até à linha do infinito:
Campos de neve a perder-se em locais maravilhosos
Onde o silêncio é sagrado, pois não se ouve
[o som de um grito.

Há o silêncio da paisagem, sem um vento rumoroso,
Através do seu silêncio fala a natura connosco,
Há o silêncio do espaço com o seu vibrar ruidoso,
Que não se ouve só se sente, na sua cor de tão fosco.

Dentro do silêncio há sons, há música, notas de escala,
Há a propagação da luz em ondas, feixes explosões;
Há um silêncio de cada, que cada um de nós cala,
Criado só por nós próprios, só pelas nossas emoções.

Não há silêncio do nada, o silêncio absoluto;
O silêncio é uma ideia, um conceito, abstração;
O que nos rodeará é som, pois tem voz e é produto
De um pensamento activo, de sentido em acção.

F.S.L.

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