Marita Setas Ferro apresenta “Luminescent Corals” na 8.ª Bienal Internacional de Arte de Espinho

A 8.ª edição da Bienal Internacional de Arte de Espinho arranca a 16 de junho e prolonga-se até 30 de agosto de 2025, consolidando-se como uma das principais plataformas de promoção e reconhecimento das artes plásticas contemporâneas em Portugal. Organizada pelo Município de Espinho, através do Museu Municipal, esta bienal afirma-se como uma iniciativa de referência no panorama artístico nacional e internacional.
As exposições vão decorrer nas Galerias Amadeo de Souza-Cardoso — valência do Museu dedicada à arte —, bem como nas galerias da Junta de Freguesia de Espinho e do Centro Multimeios, que acolherão artistas convidados.
Este ano, a Bienal conta com a participação da artista têxtil Marita Setas Ferro, que apresenta a escultura “Luminescent Corals”, uma peça de forte impacto visual e sensorial. A inauguração da obra está marcada para o dia 16 de junho, pelas 18h00, no Museu Municipal de Espinho, integrando a exposição principal da Bienal e coincidindo com as celebrações do Dia da Cidade.
Criada em 2024 e já exibida na Future Icons Selects / London Craft Week (Reino Unido) e na Silvermine Galleries (EUA), “Luminescent Corals” integra a coleção “Things of Nature”. Inspirada nos corais bioluminescentes das profundezas oceânicas, a escultura evoca formas etéreas e tonalidades cintilantes de roxo, azul e verde. Mais do que uma celebração da natureza, a obra constitui um alerta sobre a presença humana e os impactos ambientais nos ecossistemas frágeis do planeta.
Com dimensões de 180 x 80 cm e cerca de 12 kg, a escultura é composta por fios de lã, poliéster, acrílico e poliamida, integrando ainda anéis de cobre reaproveitados e luzes LED. Suspensa na parede, a peça irradia luz e textura, num jogo hipnótico que convida à contemplação e ao toque.
Marita Setas Ferro explora a fusão entre técnicas artesanais ancestrais, como o crochet e o tricot, com uma linguagem estética contemporânea. A artista investiga a materialidade do fio como instrumento de desenho no espaço, revelando texturas ricas e formas orgânicas. O uso de materiais reciclados e o processo manual de produção refletem o seu compromisso com a sustentabilidade e com uma poética da criação.
“Transformar fios em formas, em volumes, em luz – essa é a magia que me move, a poesia que desejo transmitir em cada criação”, afirma a artista.
A presença de Marita Setas Ferro reforça o papel da arte têxtil contemporânea na Bienal de Espinho, destacando esta linguagem como expressão sensível e crítica, que cruza tradição, inovação e consciência ecológica.
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