Região

“Há os de Arrifana, da Feira, de S. João da Madeira, mas em conjunto são todos bombeiros”

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Serafim Aires Lopes está prestes a deixar o cargo de presidente da direção da Associação Humanitária dos Bombeiros de Arrifana e não o faz sem ter deixado contributos para a história da instituição.

Escrevera a história da banda de música da mesma freguesia, quando era dirigente na coletividade, e, agora, repetiu o feito com os bombeiros, numa altura em que se prepara para deixar o cargo por entender que “para bem da associação” há que dar o lugar a outras pessoas e não criar rotinas. “As rotinas podem tornar-se perigosas”, indicou, à margem da conversa com o ‘O Regional’.
Na obra e nesta entrevista, o dirigente, natural e residente em Escapães, recorda episódios que fazem parte da história da associação, que, diz, continua a trabalhar numa relação de amizade com as corporações vizinhas. O desafio do futuro é a requalificação das instalações da instituição, que conta com 60 elementos e duas Equipas de Intervenção Permanente.

Publicou, em 2010, um livro sobre a história da Banda de Música de Arrifana. Foi aí que o começaram a desafiar a escrever a história dos bombeiros?
Já o da banda de música foi um desafio, lançado pelo nosso presidente da Assembleia Geral, Delfim Silva. E passado uns tempos comecei a escreve-lo. Passado um tempo, ele voltou a lançar o repto, desta vez sobre os bombeiros e, em plena pandemia, comecei a escrever.

E a pandemia, com os confinamentos, ajudou, de alguma forma, dando-lhe mais tempo para a escrita?
A pandemia só me dificultou o acesso aos documentos. Tiver de pedir aqui ajuda e arranjaram-me os documentos, eu vinha cá busca-los. Foi assim entre a associação e a minha casa que o livro nasceu.

Então a pesquisa feita foi mais documental, sem recurso a entrevistas ou recolha de testemunhos?
Já tenho 23 anos de casa, entre vice-presidente e presidente. Já conhecia um bocado. Quando escrevi o da banda, já andava por aqui, apanhava documentos e coisas que me interessavam. Portanto, depois confirmei algumas informações e daí nasceu assim esta obrazinha.

Há algum aspeto que distinga este do primeiro livro ou são semelhantes na forma de contar a história?
Não há grandes diferenças, é o mesmo estilo.

São vários os episódios relatados nesta obra. Quais destaca?
Aproveitando que ‘O Regional’ é de S. João da Madeira... em 1935, salvo erro, os bombeiros de Arrifana tiveram a primeira viatura de socorro. Depois, a tripulação e o comandante da altura, Dinis Reis, passaram por S. João da Madeira, cumprimentaram os bombeiros de lá e S. João da Madeira ofereceu um porto de honra à comitiva arrifanense, imagine, naquele tempo... Depois voltaram, foram recebidos pela banda, com hinos e foi uma festa, mas há este episódio curioso. Foi uma maneira muito fidalga de receber os bombeiros de Arrifana. Com S. João da Madeira, assim como com a Feira, aliás, temos uma política de manter as relações de amizade.

Ar­tigo dis­po­nível, em versão in­te­gral, na edição nº 3877 de O Re­gi­onal,
pu­bli­cada em 3 de fevereiro de 2022

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