
Mais de duas centenas de pessoas reuniram-se num jantar que celebrou os 103 anos de história do Clube Desportivo Arrifanense no passado dia 6 de abril. Com um passado repleto de conquistas, o emblema anunciou as metas que tem no horizonte
É um dos clubes mais antigos do distrito de Aveiro e que continua a marcar gerações. O Clube Desportivo Arrifanense, fundado a 2 de abril de 1921, respira, nos dias de hoje, "vitalidade e dinamismo", como se ouviu no jantar onde, no passado dia 6 de abril, o Clube Desportivo Arrifanense celebrou 103 anos de existência, junto de sócios, atletas, diretores, patrocinadores, amigos e simpatizantes da centenária instituição. Mais de 200 pessoas marcaram presença na efeméride, que serviu para recordar o passado mas também projetar o futuro. O presidente do Arrifanense, Carlos Silva, traçou o rumo para os próximos anos, isto numa altura em que o emblema da vila de Arrifana tendo vindo a crescer, com uma formação a rondar os 250 atletas. A melhoria das infraestruturas é essencial nos planos de crescimento e por isso o emblema anunciou a vontade de reabilitar o ringue desportivo, com a colocação de uma bancada, vedação e um piso sintético, mas também o sonho de criar um novo campo sintético, de futebol de 9 ou 11. A par disso, há também planos para melhorar a iluminação do campo principal e ainda a ambição de arrancar com o futebol feminino na próxima temporada.
No discurso do presidente, que foi quase todo lido por terceiros pelo facto de o dirigente se encontrar praticamente afónico, foi destacado que o emblema de Arrifana é “um farol de inspiração há mais de um século”. Carlos Silva poupou a voz e no fim agradeceu, em tom emocionado, a todos os dirigentes que diariamente contribuem de forma voluntária para o crescimento do Arrifanense.
“Um dos clubes no Top 10 da AFA”
Angariar novos sócios foi uma das necessidades realçadas pelo presidente da Assembleia Geral do Arrifanense. Armando Santos lembrou que o clube "é um dos mais antigos do distrito" e salientou o “bom trabalho” que tem vindo a ser feito.
O vice-presidente da Associação de Futebol de Aveiro, Paulo Araújo, destacou que o Arrifanense é “um dos clubes no Top 10 da AFA”, organismo que este ano atingiu o “número recorde de 19 mil atletas”, algo que “só é possível" devido ao trabalho dos clubes e dos seus dirigentes.
Arménio Pinho, diretor da Federação Portuguesa de Futebol, felicitou o emblema pelo “dinamismo e vitalidade tremenda” que apresenta aos 103 anos de existência e deixou um desafio: que o clube invista na modalidade walking football, a mais recente aposta da FPF e que incentiva população mais envelhecida a praticar desporto.
Satisfeito por ver no jantar do Arrifanense várias forças vivas da vila, o presidente da Junta de Freguesia de Arrifana, Ricardo Oliveira, salientou que o caminho para o crescimento do clube tem mesmo de passar pela aposta nas infraestruturas, mostrando-se disponível para colaborar. “Enquanto presidente de junta, sinto um orgulho imenso de ter um clube com esta grandeza, com um passado rico em história e uma visão estratégica para o futuro”, enalteceu, lembrando que a junta entregou, em 2023, a Medalha de Mérito da freguesia a esta centenária instituição.
O vereador da Câmara Municipal, Vítor Marques, destacou o papel “vital” que o emblema tem tido na comunidade, no desenvolvimento local e na transmissão de valores às gerações mais novas, lembrando o fundador Manuel José Pereira, que em 1921 deu início a uma longa e bonita história. Curiosamente, o clube começou por chamar-se Aliança Futebol Clube de Arrifana, precisamente devido ao nome da farmácia do fundador. Em 1931 o nome foi alterado para Sporting Clube Arrifanense e só na década de 40 se deu a mudança para o nome atual: Clube Desportivo Arrifanense.
Carlos Rodrigues distinguido
O ex-presidente do Clube Desportivo Arrifanense, Carlos Rodrigues, foi distinguido como sócio honorário no jantar comemorativo. O ex-dirigente agradeceu a homenagem – fazendo votos que no futuro outras personalidades sejam reconhecidas – e destacou a importância das gerações mais novas se envolverem nos destinos do clube, realçando que o associativismo é “importante para o enriquecimento e desenvolvimento pessoal”. Carlos Rodrigues advertiu que, mais do que condições financeiras, “são precisas pessoas” que se “aproximem do clube” e o tornem “cada vez mais digno e importante”.
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