Questões da nossa cidade -DCCCXVII

I – As pessoas em primeiro, como sempre deveria ter sido!
Já passaram dois anos e alguns meses da data em que este executivo municipal tomou posse. E se algum de nós esperava que, nesta altura do tempo decorrido, o executivo tivesse feito muito mais do que fez até aqui, provavelmente terá exagerado nas expectativas criadas ou terá feito uma má avaliação do tempo que seria necessário para que os membros do actual executivo se adaptassem a esta nova função, que era uma novidade para todos eles.
Como se pode constatar, foram feitas poucas obras no decorrer da primeira metade do tempo do mandato. Mas as poucas feitas são significativas e emendam atitudes sempre assumidas pelos executivos anteriores: a de privilegiar a mobilidade dos automóveis em prejuízo dos peões. E isso é notório quando se observa como está e como era a rua do Colégio Castilho, por exemplo. Sim, porque não se compreendia o porquê de tantos estacionamentos que suprimiam os espaços pedonais, quando ali bem próximo, no Mercado, existe um parque subterrâneo para estacionamento automóvel, que fica, ao que se apura, muito mais barato que o estacionamento pago à superfície.
Também o espaço da rua Oliveira Júnior, que vai da Praça até à Rua 5 de Outubro, sofreu alteração: menos automóveis e mais espaço para a mobilidade das pessoas e seus bens. E assim será também na rua Visconde, naquele espaço que vai da Praça até à rua João de Deus, passando à frente do Pingo Doce.
A rua João de Deus irá beneficiar de mais e pronunciadas alterações, para além do fim do estrangulamento proveniente do prédio que está a ser desmantelado e que dará uma maior fluidez na mobilidade dos automóveis naquela artéria. Pois está igualmente programado para aquela importante artéria da cidade a construção de um passeio público do lado Norte da mesma, muito mais largo e em melhores condições de mobilidade para os peões, que vai da esquina do oculista ali instalado a poente, até à esquina a nascente, junto ao Largo 25 de Abril, onde se encontra a Casa da Criatividade.
Para que isso seja possível, o executivo camarário entendeu, e muito bem, trocar o estacionamento automóvel em modo de “espinha de peixe” – de frente para o passeio – pelo estacionamento paralelo ao passeio, reduzindo, é claro, o número de lugares para estacionamento de automóveis à superfície naquela rua. Mas é preciso não esquecer que existe ali bem perto, junto ao Tribunal, também um parque subterrâneo para estacionamento automóvel, que tem sido ocupado apenas em 25% da sua capacidade, quando se sabe que estacionar no referido parque fica muito mais barato que o estacionamento à superfície.
Enfim, é sempre reconfortante verificar que este executivo do município entende que os peões não podem continuar a ser prejudicados nos seus espaços de mobilidade em favor dos automóveis, como tem sido uma constante na cidade.
Para acabar, quero apenas dizer o seguinte: os anteriores executivos acharam por bem retirar algumas das poucas lombas que ainda existiam junto a algumas passadeiras da cidade que reduziam o risco de atropelamento em cima da passadeira e tem sido o que se tem visto: demasiados atropelamentos em cima de passadeiras, que deviam ser muito mais protegidas! Ainda há dias, alguém foi vítima disso mesmo numa das passadeiras junto à Câmara Municipal, na Av. da Liberdade!
Por isso, sugiro o seguinte, independentemente daquilo que vier a ser apurado pelo “estudo” ou o “levantamento” que o presidente do município disse ter mandado fazer e que ainda não foi divulgado o resultado: que a Câmara Municipal mande recolocar com a devida urgência as lombas junto às passadeiras daquela avenida da Liberdade e que ali foram retiradas, bem como em outras tidas como perigosas, em defesa da integridade física dos que nelas passam. A vida das pessoas é um bem tão precioso que merecerá certamente a melhor atenção do executivo municipal de modo geral e do senhor Presidente da Câmara Municipal de modo especial.

II – Só nos Governos? E nos Municípios?
Esta polémica agora levantada por causa dos cruzamentos de nomeações de familiares para ocuparem cargos na estrutura governamental é, no todo, pertinente e merecerá da população em geral um olhar de reprovação. Porque ninguém de boa fé concordará com isso. Independentemente das competências desses familiares nomeados.
O estranho foi ter aparecido a foto do nosso Presidente do Município exposta numa das nossas televisões, não sendo ele o membro do Governo, apenas porque um seu familiar faz parte de um gabinete de um Secretário ou Sub-Secretário de Estado!
Mas é preciso que essa polémica chegue aos municípios, pela forma como são admitidos alguns funcionários, mesmo que em concursos públicos! São demasiados familiares nas mesmas áreas e sabemos como isso se torna perigoso e reservo-me a explicar, por hora, o porquê desta minha afirmação.
Num passado não assim tão longínquo, cheguei a chamar a atenção de concursos públicos realizados pelo município que possibilitaram a entrada de alguns familiares de funcionários de chefia, cujas suspeitas de favorecimento eram mais que evidentes, porque entraram para a Câmara com certificados passados supostamente por empresas onde nunca tinham trabalhado. E bastaria que a Câmara Municipal perguntasse à Segurança Social de onde tinham sido feitos os últimos descontos dessa pessoa e teria descoberto a verdade. Assim, tudo ficou… entre famílias e o consentimento de quem o permitiu!
Sempre se disse que o grande volume de fraudes e de corrupção eram feitas nas autarquias e, por isso, se pede uma maior vigilância de todos, em particular dos partidos da oposição!

III – Mais um recorde da dupla Ana Rodrigues/Luís Margalho
A dupla Ana Rodrigues (nadadora) e Luís Margalho (técnico de natação) não param de nos surpreender e ainda bem! Mais um recorde para os respectivos palmarés! É certo que enquanto existir margem para progredir, o técnico Luís Margalho vai continuar a tirar o máximo rendimento das características técnicas e físicas da Ana Rodrigues e, por isso, existirá sempre a possibilidade de novas e surpreendentes façanhas da referida dupla.
Falei apenas uma vez com a nossa “Sereia”, Ana Rodrigues. Mas nunca me esquecerei da sua simpatia, da sua simplicidade e da sua facilidade em se expressar. O que motivou em mim uma instantânea simpatia pela nossa extraordinária nadadora!
Parabéns aos dois e… venha o próximo recorde!

Adé

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