Questões da nossa Cidade DCCCLXVI

I – Infectados do corona e outros vírus
Há dias foi divulgada a lista do número de pessoas infectadas pelo coronavíus em cada um do concelhos do território nacional e fiquei a saber que 57 eram o número de pessoas infectadas no concelho de S. João da Madeira. Este número é cerca de um terço do número de pessoas infectadas nos concelhos nossos vizinhos de Santa Maria da Feira e Oliveira de Azeméis, que ultrapassam ambos os 150 infectados. Contudo, em porporção entre o número de infectados e o número da população residente em cada um dos concelhos, a média de infectados no nosso concelho é, supostamente, mais elevada que a média dos outros dois concelhos.
Por isso, vamos continuar a não facilitar, mantendo os cuidados ditos primários (lavagem da mãos, distanciamento no contacto social, etc.), para que não sejamos surpreendidos por culpa própria.
Mas, ao que parece, andará também por aí um qualquer “vírus” electrónico a dar-nos cabo da cabeça. É que, por uma qualquer anomalia técnica, a que eu tratarei por “vírus”, o jornal on-line d’O Regional’ não esteve operacional nestas últimas semanas. E isso impediu certamente aos nossos leitores, de dentro e de fora do país, e que normalmente nos visitam através dessa plataforma, o acesso aos conteúdos publicados pelo “nosso” jornal on-line, o que se lamenta sinceramente.
Mas, por vezes, mesmo sem vírus, as coisas emperram por falha de alguém… e isso incomoda, porque estávamos habituados a ter e a ver um CTT mais eficaz nas suas atribuições. É que o jornal ‘O Regional’, que deveria chegar à caixa do correio de muitas pessoas na quinta-feira, dia 23 de Abril, apenas chegou na segunda, dia 27 do referido mês!
Se houve alteração na entrega de correio, os utentes deveriam ser devidamente avisados dessas alterações. Foi o jornal. E se fosse uma marcação de consulta para o mesmo dia da distribuição atrasada? Como seria? O destinatário teria que esperar mais quatro ou seis meses pela nova consulta? É que estas situações têm vindo a ser recorrentes em algumas zonas da cidade e isso não é bom sinal! É péssimo!
Pessoal dos CTT, carteiros distribuidores em especial: caprichem que nós estaremos definitivamente gratos! Aliás, como sempre estivemos.

II – E… a Câmara Municipal vai…
A Câmara Municipal de S. João da Madeira não consegue mudar o discurso e passar do habitualmente “vai”, para o “fez”, “está a fazer”, “iniciou”, “acabou”, o que seria óptimo.
E o que terá de fazer para não continuar com este “vai investir na construção e melhoria dos passeios?”. Bastará não antecipar o anúncio de uma coisa que “vai” e deixar o mesmo anúncio para a altura que a obra esteja em plena execução: “a obra prometida pela Câmara sobre o arranjo dos passeios já começou e espera-se que muito brevemente estejam concluídas”.
E sobre o amianto nas escolas, o mesmo procedimento. Em vez do anúncio da adjudicação, seria mais tarde o anúncio de que a retirada do amianto tinha recomeçado, depois da rápida adjudicação feita pelo município, esperando que este processo de amianto nas escolas esteja definitivamente concluído e de total sossego e segurança das nossas crianças!
Estamos todos de expectativas baixas, quando o município anuncia que “vai”. Esse “vai”… demora meses! É uma questão de não ter pressa em anunciar decisões e acções. Foi como aconteceu com o prédio que estragulava a rua João de Deus: quando as pessoas deram por ela, o assunto tinha sido resolvido pelo executivo sem o “vai”. Foi trás, trás, farinha amparo!
Eu sei, toda gente sabe, que as razões políticas obrigam os executivos a agirem de modo propagantista, a fazerem anúncios sistemáticos de obras futuras. Mas isso cansa quem ouve o mesmo, que não corresponde à realidade, por vezes, ou, pior ainda, na maioria das vezes.

Adé

Deixar uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.