Questões da nossa Cidade DCCCLXIX

Questões da  nossa Cidade DCCCLXIX

I – O Centro Coordenador de Trans­portes – CCT que ninguém vigia
Na passada semana, uma senhora e sua jovem filha sentiram aquelas necessidades conhecidas como “necessidades fisiológicas” e dirigiram-se para os lavabos do Centro Coordenador de Transportes com a única intenção de as satisfazer. Quando estavam a escassos metros da porta dos lavabos destinados as senhoras, ouviram uns ruídos de contacto entre peças de vidro ou mesmo de louça.
Sem medo, as senhoras avançaram e, ao entrar, deparou-se-lhes uma cena verdadeiramente surpreendente e ao mesmo tempo assustadora: três homens adultos estavam debruçados sobre o lavatório e injectavam-se com as visíveis seringas que tinham nas respectivas mãos! Assustadas com a medonha situação, as senhoras retrocederam e saíram dali em passo de corrida. E, quando se encontravam perto do café ali existente, contaram o que tinham acabado de presenciar nos lavabos das senhoras. A resposta ouvida de uma das pessoas ali presentes, foi: “minhas senhoras, isso é o pão nosso de todos os dias! Eles sabem quando podem ou não fazer o que viram agora! Isto (CCT) não tem ninguém que os vigie e ponha ordem na casa e acabe com comportamentos como este que acabaram de ver!”. Mais elucidativo que isto é impossível.
Ao que parece, este executivo que gere a Câmara Municipal tem as suas prioridade bem definidas e é nelas que parece estar totalmente concentrado: refiro-me no anunciado aumento do território com a anexação de Milheirós de Poiares e com alteração da bitola da linha férrea do Vouga. Tudo o resto não deve ser motivo de grande preocupação e, de entre elas, estará o Centro Coordenador de Transportes, que tem desmerecido de mais e melhor atenção, visto que é por ali que entra e saí um elevado número de pessoas que aqui trabalham, estudam, tratam da saúde ou vêm fazer apenas as respectivas compras; ou os que trabalham ou estudam fora, ou vão aos hospitais do Porto ou da Feira tratar da saúde ou em visita de familiar doente.
Deixar que o Centro Coordenador de Transportes continue sem um funcionário a tempo inteiro, é um erro de avaliação que põe a nu a falta de cuidado que este executivo tem demonstrado para com as suas próprias infraestruturas! O que se espera é que o executivo municipal assuma as suas responsabilidades, protegendo as pessoas que têm necessidade de usar o Centro Coordenador de Transportes, evitando que o mesmo continue a ser visitado por tão indesejadas figuras – apenas neste contexto do consumo de drogas – protegendo o próprio Centro de vir a ser conhecido como o “centro do chuto”!
Às pessoas que estão agarradas pelo vício e que se injetam nos lavabos do CC de Transportes, vai um pedido: procurem um sítio mais discreto e longe do olhar das pessoas e das nossas crianças. No interior do Centro Coordenador de Transportes, não, por favor!

II – Tal como se esperava
A notícia que nos dá conta do desacordo que continua a persistir entre os vários donos dos terrenos do Largo do Souto era mais que esperada, era uma certeza. E, perante tal situação, a Câmara Municipal vai ter que encontrar uma solução, mesmo que não definitiva, para alegrar aquele espaço, que, como está, não fornece à cidade a imagem que todos gostaríamos de ver surgir ali!
É uma pena que não apareça ninguém com ambição de negócio e transforme aquele largo num local residencial de qualidade. Sendo assim, resta à Câmara Municipal tudo fazer, utilizando todos os mecanismos previstos na lei da expropriação e encontrar o projecto que melhor serve os interesses do concelho.
Esta terra já esteve demasiados anos impedida de avançar no seu desenvolvimento urbanístico pelas leis anterior ao 25 de Abril de 1974. Agora pode e deve, sem atropelos à legalidade, avançar no preenchimentos de alguns terrenos da cidade que continuam em mãos de gente que não quer fazer, nem deixa fazer quem quer!

III – Já melhorou…
Durante duas semanas, chamei a atenção dos CTT sobre a tardia distribuição de algum correio, particularmente do jornal que devíamos receber à quinta e que apenas chegava à terça.
Ora bem, as coisas melhoraram e já outros, como eu, receberam o jornal da passada semana na sexta-feira, isto é, com apenas um dia de atraso! Será para continuar ou terá sido apenas um golpe de sorte nossa? Vou esperar e ver o que acontece na semana seguinte. Como S. Tomé, “é ver para crer”!

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