Presidente da Câmara realça exemplo de funcionárias da CERCI que apoiaram utentes em isolamento

Presidente da Câmara realça exemplo de funcionárias da CERCI que apoiaram utentes em isolamento

Devido à Covid-19, este ano não houve as tradicionais comemorações da elevação de S. João da Madeira à categoria de cidade. Numa mensagem gravada no Museu do Calçado e disponibilizada nos meios digitais do Município, Jorge Vultos Sequeira enalteceu a postura dos sanjoanenses em geral face à pandemia e destacou a sua energia empreendedora e coragem.

O facto de S. João da Madeira ter evocado o 36.º aniversário da sua elevação à categoria de cidade sem levar a cabo os atos comemorativos tradicionais, ao contrário do aconteceu ao longo de 35 anos, é um sinal dos tempos difíceis que se vivem a nível global, por força da pandemia da Covid-19.
Não há memória de momentos assim, por força de uma “crise de saúde pública sem precedentes”, que abala a “vida familiar, social, económica e financeira”, como afirmou Jorge Vultos Sequeira na mensagem gravada e publicada nas redes sociais e site do Município, para assinalar o dia 16 de maio de 1984.
Na sua intervenção, que teve como pano de fundo uma das áreas expositivas do Museu do Calçado, o autarca debruçou-se, em grande medida, como não poderia deixar de ser, sobre o impacto da Covid-19 na cidade e sobre a forma como o Município e os Sanjoanenses têm respondido às enormes dificuldades colocadas pela propagação do coronavírus.
Para o edil, a situação só pode ser ultrapassada com ações assentes “na solidariedade e na cooperação entre todos”, ações que tem testemunhado em S. João da Madeira, como aconteceu durante o confinamento no lar residencial da CERCI, que acompanhou de perto. Aí encontrou exemplos que exprimem “o que há de melhor no ser humano”, como fez questão de referir.
“Sinto ser meu dever dar público testemunho do gesto de Rosa Santos e de Daniela Teixeira, funcionárias da CERCI de S. João da Madeira que, de modo voluntário, cumpriram 14 dias de isolamento profilático no Lar Residencial da CERCI, com o propósito de, ali permanecendo, poderem apoiar um conjunto de utentes que também se encontrava em situação de isolamento profilático e que carecia, em absoluto, de cuidadores dedicados”, enalteceu o Presidente da Câmara.
 
“Proteção dos Sanjoanenses”
 
“O objetivo primordial a alcançar é o de proteger os mais frágeis e vulneráveis, assegurando que ninguém é excluído do apoio social, do apoio humanitário e do apoio médico a que tem direito, numa sociedade decente e civilizada”, considera Jorge Vultos Sequeira, expressando a sua “gratidão a todos os que, com abnegação, coragem e sentido de missão, descurando muitas vezes os seus interesses pessoais, se têm dedicado à proteção dos sanjoanenses”.
Nesse agradecimento envolve pessoal de saúde, os bombeiros voluntários, pessoal da proteção civil, forças de segurança, militares, funcionários municipais, responsáveis e funcionários das IPSS e “todas aquelas e aqueles que têm dado o seu melhor para minimizar o impacto da Covid-19”. Não esquece igualmente empresas, instituições e cidadãos que “doaram o cederam equipamentos de proteção individual e outros bens e serviços”.  
 
 “Esforço e empenho”

Referindo-se em concreto ao dia 16 de maio de 1984, quando a Assembleia da República aprovou a elevação de S. João da Madeira a cidade, o Presidente da Câmara referiu que esse ato “consagrou o reconhecimento da grande capacidade de crescimento e de desenvolvimento da nossa terra”, lembrando “todos os sanjoanenses que lutaram” e dirigindo uma palavra especial ao então deputado sanjoanense Carlos Ribas e ao então Presidente da Câmara Municipal, Manuel Cambra.
Também hoje é o “esforço e empenho de muitos” que tem permitido que a cidade continue “em desenvolvimento”, o que se reflete, designadamente, em obras recentemente lançadas pelo município, como a da requalificação e ampliação da Escola Secundária Dr. Serafim Leite, a revitalização do Centro Cívico, dando sequência a outras já concretizadas ao longo dos últimos dois anos e projetando novas empreitadas a iniciar em breve, como a conclusão do programa de remoção do amianto das escolas do 1.º ciclo do Ensino Básico e a requalificação da Escola de Fundo de Vila.
 
“Continuaremos ainda mais fortes”
 
Abordando ainda o trabalho realizado pela autarquia antes da pandemia, em áreas como o ambiente, ação social, urbanismo, cultura e desporto, o Presidente da Câmara realça que esse desenvolvimento vai ter continuidade. “Em cada dia, a nossa obrigação é dar um contributo para que a cidade evolua e melhore. É isso que temos procurado fazer em conjunto com todos os Sanjoanenses”, afirma.
“É minha profunda convicção de que, tal como em 1926, os sanjoanenses conseguiram conquistar a autonomia concelhia e, em 1984, viram consagrado o estatuto de cidade para a sua terra, e hoje, em 2020, juntos saberemos ultrapassar este desafio e continuaremos ainda mais fortes a construir uma cidade justa, solidária e voltada para o futuro”, enfatizou o Presidente da Câmara na conclusão da sua mensagem do dia 16 de Maio.

António Gomes Costa

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