
Tiago Lima destaca “semente do liberalismo” em São João da Madeira
O candidato da Iniciativa Liberal (IL) à Câmara Municipal de São João da Madeira, Tiago Lima, obteve 255 votos nas eleições autárquicas do último domingo. Em declarações a ´O Regional´, recordou que o partido “apresentou-se nestas eleições autárquicas sozinho pela primeira vez” no concelho.
“Sabíamos que esta não seria uma luta fácil, mas avançámos pelos sanjoanenses e por considerarmos que mais nenhuma candidatura era capaz de representar a nossa visão para a cidade. Os sanjoanenses viram em mim, cabeça de lista à Câmara Municipal, a quarta figura política da cidade, contra partidos e figuras amplamente reconhecidas”, atira o jovem de 27 anos.
Durante a campanha, “foi visível nas ruas que havia uma mudança em curso” e a IL “apresentou sempre a sua alternativa às pessoas que carinhosamente nos receberam e se juntaram a nós nas várias iniciativas de campanha e no porta a porta”.
Tiago Lima notou que “a última semana de campanha foi crucial para o resultado final, com os partidos do bloco central a instaurarem uma caça ao voto útil”. Considera que “a diferença das votações da Câmara e da Assembleia demonstram-no claramente” e que “as sondagens vieram alimentar esta sede pelo voto útil, que obviamente prejudicou drasticamente a nossa candidatura”.
O candidato sublinhou a necessidade de responsabilidade por parte dos autarcas eleitos, defendendo que, nos próximos quatro anos, o interesse da cidade deve prevalecer sobre qualquer motivação pessoal ou partidária.
Defende que a cidade precisa de ultrapassar o estado de estagnação dos últimos anos e garante que a Iniciativa Liberal manterá uma postura de escrutínio e vigilância sobre a atuação da Câmara Municipal, tanto no espaço público como nos meios de comunicação social e nas assembleias. “A semente do liberalismo está instalada no concelho e nos sanjoanenses”, rematou.
Joana Dias destaca contributo da CDU para o debate democrático
Em declarações a 'O Regional', Joana Dias, candidata da CDU à Câmara Municipal, técnica administrativa, dirigente sindical e militante do PCP, frisou que “este resultado não apaga o valor da intervenção dos seus candidatos, nem o contributo dado para o debate democrático local”. Sublinhou também que, “num contexto de forte bipolarização e de acentuada pressão mediática entre PS e AD”, a CDU manteve a sua presença e continuou a afirmar as suas propostas com clareza e coerência.
Acentuou que “cada voto na CDU é um voto de confiança num projeto de esquerda, de trabalho, honestidade e competência, que continua a afirmar a necessidade de uma alternativa aos poderes instalados no concelho”.
Segundo Joana Dias, a CDU apresentou-se nestas eleições com um programa centrado nas necessidades reais da população, destacando áreas como o apoio social, a habitação, o ambiente e a valorização dos serviços públicos.
A CDU reafirma que o seu trabalho não termina com as eleições – “continuará ativa” em São João da Madeira, nas instituições e junto das populações, defendendo “soluções justas e sustentáveis para os problemas do concelho”, frisou. Para Joana Dias, o resultado obtido representa “um incentivo para reforçar a ligação à população, alargar a base de apoio e preparar o futuro com confiança”.
A CDU deixou uma nota de agradecimento a militantes, ativistas, simpatizantes e amigos, reconhecendo o “empenho e a dedicação” demonstrados ao longo de todo o processo eleitoral e reafirmando o compromisso de continuar a “lutar por uma alternativa de esquerda, democrática e socialmente justa”.
Bloco assume derrota e promete “lutas cá fora” na cidade
O Bloco de Esquerda (BE) foi a força política menos votada nas eleições autárquicas de 12 de outubro em São João da Madeira, somando 241 votos. Moisés Ferreira, que encabeçava a lista, reconheceu a derrota e garantiu que o partido continuará a intervir “na rua”, fora dos órgãos municipais.
“Esta foi uma campanha que me deu imenso prazer. Porque foi participada, porque juntou gente e agregou força, porque marcou os temas que se debateram, porque falou dos problemas da cidade, porque iniciou um caminho. Que continuará”, declarou.
O cabeça de lista agradeceu “a todas e a todos que a tornaram possível – a quem integrou as listas, a quem esteve nas iniciativas, a quem se juntou, entretanto”, sublinhando que “só assim, criando coletivos, é que a política tem sentido”.
Entre as mensagens deixadas, destacou-se o reconhecimento à deputada municipal cessante, Eva Braga, que “nos últimos quatro anos esteve, muitas vezes sozinha, a defender o direito à habitação, à saúde e a bater-se por uma melhor cidade”.
Sem rodeios, Moisés Ferreira assumiu o resultado e dirigiu uma palavra aos apoiantes. “Deixo a certeza a quem votou em nós e a quem quer um projeto de esquerda para São João da Madeira”.
O dirigente antecipa “lutas em torno do hospital, sobre o direito à habitação e sobre tantos outros temas”. E acrescenta: “Os resultados das eleições não permitirão que o Bloco as faça nos órgãos municipais. Mas faremos cada uma delas cá fora, na rua, nunca abandonando nenhuma delas”. O bloquista defende que a candidatura do PSD/CDS “deixou claro que apoia a entrega do hospital, mesmo que isso implique perda de serviços, e que não apresenta medidas concretas para a habitação, limitando-se a promover a especulação”. Para o partido, será necessária mobilização da cidade e da população na defesa do direito à saúde e à habitação, o que constitui a sua principal visão para os próximos quatro anos.
Candidato do Chega recusa prestar declarações
O Chega, liderado por Ricardo Almeida, de 41 anos, foi a terceira força política em São João da Madeira, alcançando 7,71% dos votos nas eleições autárquicas do último domingo. O partido elegeu apenas um elemento para a Assembleia de Freguesia e dois para a Assembleia Municipal, não tendo obtido representação na Câmara Municipal.
'O Regional' tentou ouvir o candidato, à semelhança do que fez com os restantes concorrentes, mas Ricardo Almeida foi o único que optou por não prestar declarações.
Natural de São João da Madeira, onde afirma manter uma forte ligação, Ricardo Almeida trabalha por conta própria e iniciou a sua vida profissional como estudante trabalhador.
Depois de alguns anos emigrado, regressou ao concelho, onde atualmente reside.
Ir para o conteúdo

