Política

“Não há localizações ideais”

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Inicialmente, o vereador da coligação PSD/CDS-PP recordou os motivos pelos quais pediu para que este ponto fosse votado numa próxima reunião de Câmara, dada a localização prevista do ecocentro em terreno industrial e pelo facto de o executivo “não ter debatido” essa mesma questão. “Estamos a falar de cerca de 1.4 milhões de euros de investimento e ficamos surpreendidos por nunca terem discutido esta questão deste projeto connosco. Entendemos que o ecocentro não devia ocupar terreno industrial”, referiu Tiago Correia. “Somos sensíveis às questões das acessibilidades; não podemos negar isso. É muito mais cómodo entrar pela zona industrial do que ir à rua das Águas, onde é atualmente”, acrescentou, considerando que, mesmo assim, a localização poderia ter sido pensada de outra forma e que o ecocentro, “se calhar”, poderia ser “ampliado na própria rua das Águas”.
Embora estejam cientes da minoria que representam, os vereadores abstiveram-se no sentido de “não inviabilizar o investimento”, uma vez que a sua divergência “não é quanto ao ecocentro em si”. “Achamos que é um fator fundamental no futuro, sobretudo na valorização dos resíduos para podermos baixar a tarifa dos resíduos”, sublinhou o vereador Tiago Correia, enaltecendo também uma questão de princípio de “não ocupar” com equipamentos municipais os terrenos industriais, dado que “já são tão escassos”. “Alertamos no sentido de a Câmara Municipal repensar esta localização. A decisão que tomaram no sentido de o instalar na zona industrial devia ter sido previamente debatida connosco”, reforçou.
Para o presidente da Câmara Municipal de S. João da Madeira, a premissa assenta na construção de um ecocentro adaptado às “exigências do futuro” com uma configuração que corresponda às necessidades atuais. “A questão da ampliação da rua das Águas não era possível devido à configuração do terreno e ao facto de os terrenos adjacentes se situarem em zona verde”, explicou Jorge Vultos Sequeira, acrescentando também que a rua se trata de uma zona habitacional. “É de todo conveniente que estes equipamentos não fiquem em zonas habitacionais”, declarou. Embora tenha admitido que a cidade é “escassa” em termos territoriais, o edil realçou que têm de trabalhar com as opções disponíveis. “Não há localizações ideais. Esta afigurou-se-nos ser a melhor localização possível”, referiu, garantindo que o projeto foi falado “várias vezes” pelo autarca em público, tanto em reunião camarária como em Assembleia Municipal. “O que está em causa é apenas a repartição de encargos e não o caderno de encargos; nós é que enviamos o projeto para conhecimento de todos”, apontou Jorge Vultos Sequeira.

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