
Moisés Ferreira é o cabeça de lista do Bloco de Esquerda pelo distrito de Aveiro nas eleições legislativas antecipadas. Entre as prioridades, está a habitação, saúde, rendimentos, serviços públicos e justiça na economia.
Moisés Ferreira (ex-deputado na Assembleia da República) volta a ser o cabeça de lista do Bloco de Esquerda (BE) pelo círculo distrital de Aveiro, nas eleições legislativas antecipadas, agendadas para 10 de março.
A seu lado estão Nelson Peralta (também ex-deputado) e Sónia Pinto, Filipa Vieira e João Moniz, que ocupam os lugares seguintes da lista bloquista, aprovada no último sábado pela Mesa Nacional do partido.
Para o candidato as prioridades estão já definidas: “habitação, serviços públicos e justiça na economia”, e explica o que quer dizer com isto: “os anos de maioria absoluta do PS foram, ao contrário do que andaram a prometer, anos de instabilidade e de crise. Crise na habitação, com os preços das rendas e das prestações a subirem em flecha, de crise na saúde, com o SNS numa espiral de degradação, e crise de rendimentos, com as famílias a empobrecer a cada mês, vítimas da especulação e da desigualdade na sociedade”.
O cabeça de lista do Bloco defendeu, esta semana, em conferência de imprensa junto aos Paços da Cultura, que “agora é o momento de dar as respostas que o PS não quis dar: é preciso regular e limitar o preço das rendas e fazer com que os lucros milionários que a banca andou a acumular sejam usados para reduzir os empréstimos à habitação. É preciso parar a devastação da saúde, contratar profissionais, investir no SNS e deixar de usar o orçamento do SNS para alimentar o negócio privado. É preciso combater a especulação nos alimentos, e fazer com que os salários e pensões voltem a ganhar poder de compra. E é preciso uma política fiscal que alivie os que menos ganham e, ao mesmo tempo, tenha coragem de cobrar os impostos às grandes empresas e aos milionários que são os que arranjam sempre uma forma de fugir”.
Sobre a atual situação política, que acabou por lançar o país para eleições, e fazendo o balanço dos últimos anos de governação, Moisés Ferreira explicou aos jornalistas que nos dois anos de maioria absoluta do PS “sucederam-se os casos de demissões” no Governo e os casos de “facilitações de negócios. Isso é o legado da maioria absoluta do PS. Secretários de Estado que duraram 24 horas, uma crescente privatização do SNS, um mercado de habitação que está impossível, porque o PS, se recusou sempre a mexer um dedo para combater a especulação”. Acrescenta que nestes dois anos de maioria absoluta, “a banca, as petrolíferas e os fundos imobiliários encheram os bolsos, enquanto a generalidade da população empobreceu e muito”.
O candidato conclui, por isso, que em muitos aspetos a política da maioria absoluta do PS “foi igual à política da Direita”. Assim, entende ser necessário um outro rumo. “Nem direita nem maioria absoluta”. Por isso defende que as candidaturas do Bloco “são tão importantes”. “As pessoas sabem que connosco nem a Direita chegará ao poder nem o PS transformará o governo numa central de negócios”. Entende que a “herança” da maioria absoluta “é um pântano político que acabou com a demissão do primeiro ministro e com o governo de maioria absoluta a cair por ele próprio”.
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