
O Presidente do PSD, candidato a Primeiro-Ministro, escolheu o seu distrito de origem para ir ao encontro do país profundo. Em S. João da Madeira, visitou o Centro de Formação da Escola Nacional de Bombeiros.
Luís Montenegro dedicou os últimos dias ao distrito de Aveiro, pelo qual chegou a ser eleito deputado para a Assembleia da República para dar sequência ao périplo nacional “Sentir Portugal”, uma iniciativa do PSD que tem vindo a percorrer o país.
Antes da passagem por S. João da Madeira, na última terça-feira, dia 19, o candidato visitou a Praia do Furadouro, em Ovar, para se inteirar e debater o estado da defesa da costa, onde a autarquia tem procurado várias respostas para a defesa do litoral. Visitou, ainda, a feira de Estarreja, e almoçou numa empresa em Oliveira de Azeméis, seguindo-se uma visita à Escola Superior Aveiro Norte.
Já em S. João da Madeira, Luís Montenegro visitou o Centro de Formação de S. João da Madeira - Escola Nacional de Bombeiros e reconheceu aos jornalistas que o périplo “tem sido muito bom”, assumindo que no distrito de Aveiro se “respira uma capacidade empreendedora, vontade de fazer e de estar primeiro de ir mais além do que aquilo que se fez até hoje. Há uma concentração de vontade, de capacidade de concentrações estruturais, físicas e até históricas”.
O social-democrata valorizou o trabalho dos Bombeiros Portugueses e apelou para a importância da valorização do voluntariado, que “não deve morrer”, entendendo mesmo que o mesmo terá de ser “adaptado”. Montenegro foi ainda mais longe. “As corporações, atualmente, não sobrevivem apenas com os voluntários, porque dentro do voluntariado há aqueles que têm uma dedicação mais profissional, constante, equipas permanentes”, justificando que esse é o caminho que terá de ser trilhado. “Aquilo que não defendo foi aquilo que aconteceu nos últimos oito anos. Uma espécie de desvalorização encapotada dos bombeiros, e uma valorização da orgânica e da capacidade da autoridade nacional de emergência da proteção civil. As duas coisas são necessárias, mas não à custa da prevalência de uma face à outra”. Em bom rigor, acrescenta que os últimos anos “foram um incentivo à morte dos bombeiros voluntários, e eu não defendo essa filosofia”.
O candidato, numa vertente nacional, assegurou que os últimos anos de governação PS foram “muito burocráticos e tecnocratas”, acusando os socialistas de “aburguesaram-se do ponto de vista político. São hoje muito engenhosos em regras, e o país necessita de simplificação, de simplicidade e com uma organização mais expedita”, enfatiza.
Questionado relativamente ao seu adversário direto, o líder do PSD, assegurou, na terra Natal de Pedro Nuno Santos (PS), que “várias coisas” distinguem os dois politicamente. “O país hoje tem uma escolha muito clara de quem acredita na sociedade, no potencial humano, na valorização territorial, capacidade da criação de mais riqueza, de apostarmos no empreendedorismo, nas pessoas, e de prestar um serviço público ao cidadão”. Do lado do PS, aponta o dedo a “uma visão estatizante, socialista, de nivelar a sociedade por baixo, de ter tudo domesticado no pais, fazer tudo o que o Estado quer que seja feito, e não aquilo que as pessoas querem fazer e gosta. Nós não somos liberais, sejamos claros. Defendemos uma economia liberal de mercado”, assegurou o social-democrata.
A iniciativa “Sentir Portugal” ficou fechada ontem, quarta-feira, com passagem pelos concelhos de Espinho, Aveiro, Ílhavo, Murtosa e Albergaria-a-Velha.
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