Política

Jovens socialistas querem Linha do Vouga prolongada até Universidade de Aveiro

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Dirigentes das estruturas da Juventude Socialista (JS) de S. João da Madeira e Santa Maria da Feira defenderam hoje que a requalificação ferroviária da Linha do Vouga deve incluir o prolongamento da mesma até à Universidade de Aveiro.

O tema surge a propósito da discussão regional em torno do Plano Ferroviário Nacional, que está em consulta pública e na parte norte do distrito de Aveiro gera particular expectativa quanto ao percurso em bitola métrica do chamado “Vouguinha”, que atualmente só funciona de Oliveira de Azeméis até Espinho, rumo ao Porto, e de Sernada do Vouga, no concelho de Águeda, até Aveiro. No troço de permeio, entre Oliveira de Azeméis e Águeda, já não há circulação de comboios devido ao mau estado da linha e o trajeto faz-se com recursos a táxis pagos pela empresa pública Comboios de Portugal, e é isso que os jovens socialistas querem ver corrigido.
Após uma visita com homólogos da região à estação de São João da Madeira, o presidente da JS local, Daniel Pardal Oliveira, defende que, na altura em que “a ferrovia voltou a estar no centro da discussão política por mérito do Governo do PS”, o prolongamento até ao campus universitário de Aveiro “seria muito importante para os jovens da região”.
João Figueiredo, presidente da JS de Santa Maria da Feira, tem a mesma opinião: “Com as requalificações previstas para a Linha do Vouga, que finalmente está a ser valorizada e tem financiamento aprovado, consideramos absolutamente fundamental estudar a sua ampliação até à Universidade de Aveiro”.
A modernização da Linha do Vouga é reclamada há décadas pelos municípios de S, João da Madeira, Oliveira de Azeméis e Feira, dado o acesso facilitado que permitira a Espinho, onde tem transbordo para a Linha do Norte, de ligações rápidas ao Porto, Aveiro e Lisboa.
No início de 2023, a Infraestruturas de Portugal (IP) anunciou a abertura do concurso público para a empreitada de renovação do troço entre Oliveira de Azeméis e Sernada do Vouga, referindo que esse é “um investimento estimado de 4,95 milhões de euros, ao qual acrescem os encargos relacionados com os materiais”.
A mesma entidade afirmava então: “Pretende-se melhorar os níveis de serviço e segurança da infraestrutura ferroviária, a executar de forma faseada até 2025, num montante global estimado de 34 milhões de euros. As intervenções a desenvolver abrangem os 96 quilómetros de extensão da Linha do Vouga, entre Espinho e Aveiro”.
Concretizada, nesta fase, está já “a beneficiação da superestrutura de via no troço entre Águeda e Sernada do Vouga, a reabilitação de via na ponte rodoferroviária de Sernada e a reabilitação estrutural e proteção anticorrosiva da Ponte do Águeda” – o que, no conjunto, representa três milhões de euros.
Em curso, por sua vez, está a empreitada de renovação do troço entre a Feira e Oliveira de Azeméis, adjudicada à empresa Steconfer e fiscalizada “por recursos internos da IP”, num investimento total de 3,5 milhões, já com materiais incluídos.

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