Política

João Almeida critica saída de Sequeira com apelo à dignidade democrática

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A reação de João Almeida marcou a transição política no concelho, depois de Jorge Vultos Sequeira e Clara Reis optarem por abandonar os cargos que ainda exerciam, na sequência da derrota eleitoral de 12 de outubro.

Jorge Vultos Sequeira renunciou ao cargo de vereador após a derrota eleitoral de 12 de outubro – uma decisão confirmada a 'O Regional' e que antecedeu a tomada de posse do novo presidente da Câmara, João Oliveira. A saída ocorre num momento em que a coligação vencedora consolida a mudança política no concelho.
O ex-autarca, que procurava um terceiro mandato consecutivo, terminou as votações em segundo lugar, com 39,23%. Em declarações ao jornal, limitou-se a confirmar a renúncia. Uma fonte próxima do Partido Socialista fundamentou que Sequeira “concorreu a presidente da Câmara Municipal e não a vereador nas eleições autárquicas”. A mesma fonte realçou que “o exercício das funções de vereador poderá não ser compatível com futuras atividades profissionais”, acrescentando que a decisão pretende também “permitir a emergência de novos rostos na liderança da oposição PS”.
A reação mais crítica partiu de João Almeida, deputado do CDS/PP e vereador em funções até ao último domingo. Nas redes sociais, sustentou que os mandatos devem ser honrados até ao fim e recordou que, há quatro anos, aceitou com “respeito e humildade” o resultado eleitoral que o deixou fora da presidência, frisando que nunca renunciou ao mandato recebido. Sobre a decisão de Jorge Sequeira e Clara Reis, afirmou: “Com todo o respeito por Jorge Sequeira e Clara Reis – que tenho e manterei – acho que fazem mal. Em democracia, ganhar é tão digno quanto perder”.
A saída não se limita ao executivo. Clara Reis, presidente da Assembleia Municipal durante oito anos, também não se recandidatou. Na cerimónia de posse do novo executivo, sublinhou que encerrava “um ciclo de oito anos da sua vida” que “terminou na noite do passado domingo”. Sobre o resultado eleitoral, reconheceu que “a perda de maioria do partido que represento, não posso negar, entristeceu-me”, mas reafirmou respeitar “a vontade expressa pelos sanjoanenses”.
O PS perde assim duas figuras centrais na transição para a nova configuração política do concelho, num momento em que se redefine o espaço da oposição.

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