Política

“Fase negativa” no setor do calçado preocupa oposição e executivo

• Favoritos: 133


Oposição sinalizou necessidade de monitorizar situação, delinear estratégias e intensificar esforços para captar novos projetos empresariais. Executivo tem acompanhado a situação e está “em prontidão” para responder a eventuais emergências.

A “evolução preocupante” de algumas indústrias na região e o encerramento de várias fábricas, nomeadamente no setor do calçado, preocupam a Coligação Melhor Cidade do País, que levou o tema à reunião camarária desta segunda-feira. João Almeida denotou que o setor do calçado vive “uma fase negativa”, um problema que não é exclusivo da cidade, e que nos últimos dois anos se tem assistido ao encerramento de “algumas das indústrias de referência”, não só na produção de calçado mas também outras indústrias complementares. O cenário preocupa a Coligação PSD/CDS, que vai além da consequência económica ou social. “Estamos a falar de pessoas que durante toda uma vida, ou grande parte dela, trabalharam naquele setor e estão muito vocacionadas para aquele setor. A sua reconversão profissional gera preocupação”, disse.
João Almeida lembrou a recente notícia da redução do número de funcionários numa fábrica de colchões na cidade, a Sleep.8, questionando se o executivo tinha informações sobre a situação. No setor do calçado, o vereador também solicitou informações, questionando se a autarquia tem feito alguma articulação com outras entidades, como o centro de emprego ou sindicatos, sinalizando a relevância de acompanhar a situação e delinear estratégias. João Almeida interrogou ainda se a autarquia já sentiu algum impacto do ponto de vista social, denotando que “há coisas que se veem a olho nu”. “No centro de emprego, percebe-se claramente que voltámos a ter uma situação em que está mais gente de manhã”, afirmou. Perante os sinais, João Almeida afirmou que é necessário intensificar esforços para captar novos projetos empresariais, isto para evitar “uma consequência social mais prolongada” e para que a cidade possa “recuperar a dinâmica industrial”.

Autarquia “em prontidão” para acudir emergências

O presidente do município partilha a preocupação da oposição. Jorge Sequeira informou que reuniu recentemente com o Sindicato dos Trabalhadores do Calçado para se inteirar da situação e manifestar que a autarquia está “em prontidão” e preparada “no plano social” para atender a eventuais necessidades. O autarca esclareceu que “grande parte dos problemas que existem ao nível de empresas de calçado têm ocorrido em freguesias vizinhas”, apesar de também existirem alguns problemas na cidade, com empresas em plano de recuperação ou com pausas de trabalho. “Essa situação existe, mas as situações de cessação de emprego em absoluto, pelo menos nos últimos tempos, têm ocorrido em municípios vizinhos, o que também é preocupante e nos deixa intranquilos”, declarou. Jorge Sequeira acrescentou que a autarquia está em contacto permanente com diversas entidades, como o Centro Tecnológico do Calçado, o Centro de Emprego, a APICAPPS ou até trabalhadores que queiram dialogar com o município. Quando é necessário “montar uma resposta rápida a situações de emergência” (como falta de salário ou de fundo de desemprego), o município fá-lo, assegurou Jorge Sequeira.
Sobre a empresa de colchões que dispensou 75 colaboradores, o edil adiantou que devido a “uma quebra acentuada e substancial na procura num dos principais mercados externos”, foi “necessário fazer um ajustamento de pessoal”. “A empresa mantém cerca de 150 trabalhadores e é um projeto para continuar de acordo com a empresa, com procura de novos mercados”, referiu o edil, realçando que foi “investido ali imenso capital”.

133 Recomendações
596 visualizações
bookmark icon

Farmácias abertas

tempo