Política

Contas consolidadas geram visões distintas

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A discussão sobre as contas consolidadas do município dividiu as águas entre a Coligação PSD/CDS e o PS.

António Falcão, da Coligação PSD/CDS, acentuou as diferenças entre posições na última assembleia municipal. Na discussão das contas consolidadas de 2023, o deputado apontou o dedo à execução, que ficou abaixo dos 85%, para lamentar a incapacidade do executivo “cumprir com os números, as datas e as obras programadas”. O deputado mostrou preocupação com a despesa com pessoal - que aumenta “a cada ano que passa” - para afirmar que a Câmara “continua com uma estrutura de custos desajustada e desequilibrada”.
Para a Coligação A Melhor Cidade do País, a “Sanjotec está estagnada”, “já não corresponde às necessidades das empresas de hoje em dia” e tem o projeto de expansão atrasado. A Habitar, por sua vez, “está transformada numa empresa de gestão de condomínios”. “Vemos muitas notícias, muitos anúncios, mas a lista de espera para habitação é cada vez maior”, disse. Quanto às Águas S. João há “até uma distribuição de lucros aprovada, distribuição essa que já não merece a reprovação do executivo”, denunciou o deputado. Justificando o voto contra, António Falcão afirmou que a coligação não pode “estar de acordo com a ideia de que 80% do orçamento se gasta em despesa fixa”.

“Gestão equilibrada, sã e prudente”

O presidente da Câmara, Jorge Sequeira, apontou que a oposição insiste em questões já discutidas, “imprecisões e ideias erradas” que não quer “valorizar”, mas deixou algumas notas. As contas, disse revelam “dinamismo, sustentabilidade e uma gestão sã e prudente” em todas as entidades no perímetro municipal e o aumento do mapa de pessoal deve-se, sobretudo, à execução do PRR e dos fundos de apoio às Comunidades Desfavorecidas. O edil acrescentou que todos os colaboradores são “fundamentais para que a cidade tenha o nível de serviços que tem e que outras cidades não têm. O que podemos garantir é que esse cenário que traçou não existe, existe sim, ao longo destes seis anos, uma gestão equilibrada, sã e prudente”, finalizou.
Gonçalo Fernandes (PSD) e Leonardo Martins também esgrimiram argumentos no final, com o social democrata a lamentar que a cidade esteja “a perder a capacidade para escolher as próprias políticas” devido a uma despesa fixa muito elevada e que nada está a ser feito para reverter o cenário. Leonardo Martins respondeu com ironia: “O Sr. Presidente tem tido grande sucesso na grande maioria das áreas da sua governação, mas detetei e tenho vindo a detetar ao longo destes últimos relatórios de contas o seu maior falhanço durante este mandato: nos últimos seis anos ainda não conseguiu explicar ao PSD, de forma a que eles percebam”, concluiu.
As contas consolidadas foram aprovadas com votos contra do BE e da Coligação A Melhor Cidade do País.

 

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