
2024 arrancou com críticas ao estado da rede viária, com dois munícipes a reivindicarem intervenções urgentes. A Coligação Melhor Cidade do País entende que se está a chegar a “um ponto de rutura” e pede soluções.
As críticas deram-se em dois momentos distintos da reunião camarária desta segunda-feira. No período da intervenção do público, Rosário Silva alertou que a rotunda do Alto da ponte está “deteriorada” e que o piso “necessita urgentemente de manutenção”, um problema que também se verifica na rua das Travessas. A rua entre a travessa Domingos José Oliveira e a rua do Alto da Ponte “também precisa de ser alcatroada” e há um “problema sério” na rua do parque do Rio Ul, perto do IC2, onde “os passeios estão todos levantados”. Rosário Silva afirmou que pessoas em cadeiras de rodas ou com carrinho de bebé não conseguem passar, sem ser “pela via pública”, e que já têm existido “tombos”.
Também Manuel Pinho mostrou preocupação pelo estado das ruas e passeios da cidade. “É lamentável o que vi ontem, na rua entre o shopping e os chineses não tem passadeira”, denotou, sinalizando um “perigo” que provocou pelo menos a queda de uma mulher. “Há que pôr a passadeira o mais rapidamente possível”, instou Manuel Pinho.
Em resposta a Rosário Silva, o presidente da câmara afirmou que algumas questões colocadas já estão identificadas e que o município está a “projetar resolvê-las”. Quanto à passadeira por pintar, Jorge Sequeira esclareceu que esse troço foi repavimentado e que “a empresa não teve ainda a oportunidade de compatibilizar a sua disponibilidade com períodos de tempo seco para proceder à pintura da passadeira”. O edil adiantou também que a empreitada de reabilitação das ruas da cidade, adjudicada e iniciada em 2023, será retomada (após condições climatéricas adversas) “a breve trecho”, prevendo também a reposição de todas as pinturas, depois das pavimentações e “logo que o tempo permita”.
Coligação acusa executivo de ignorar manutenção das ruas
A Coligação Melhor Cidade do País também tocou no assunto no período antes da ordem do dia. Susana Lamas lamentou o “estado lastimável” das vias da cidade, questionando quando serão retomadas as pavimentações. “Continua-se a adiar estas pavimentações e isso implica que os pavimentos estão a ficar cada vez piores. Estamos a chegar a um ponto de rutura tal, que a disponibilidade orçamental pode ser insuficiente para resolver quase todas ou todas as necessidades”, alertou. Para Susana Lamas, a situação atual deve-se à “incapacidade do executivo no sentido de fazer cumprir” a obra, acusando-o de ignorar a manutenção dos arruamentos “durante praticamente dois anos, em 2021 e 2022”, deixando no ar a questão: “vai haver solução?”.
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