Política

Coligação questiona “prioridades” do executivo

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O executivo socialista aprovou a contratação de um empréstimo de três milhões para requalificar a Avenida do Brasil e a EB1 do Parrinho. O problema, para a Coligação ‘Melhor Cidade do País’, é que o empréstimo é feito sem financiamento comunitário.

A contratação de um empréstimo de três milhões para requalificar a Avenida do Brasil e a EB1 do Parrinho dividiu as águas na reunião de câmara. O presidente da câmara começou por esclarecer que o financiamento servirá para suportar estas duas obras, cujos projetos “estão já em fase final de conclusão”. Há “muito esquecida”, a Avenida do Brasil vai ser alvo de “uma grande transformação”, anunciou Jorge Sequeira. O edil entende que chegou a hora de dar atenção a uma “entrada importante da cidade, com muito comércio e habitação” e sujeita a “uma grande pressão e procura”. O remédio para esta via, apontou, passa por uma “intervenção de fundo” que implicará a remoção do separador central, a recolocação da iluminação pública, o alargamento e requalificação dos passeios e a organização do estacionamento. “Teremos uma avenida para as próximas décadas”, frisou Jorge Sequeira, afirmando que o projeto - “complexo e de demorada execução” - deverá estar pronto entre o final deste mês e o início do próximo.
Também urge intervir na EB1 do Parrinho, sublinhou o edil, apontando que a requalificação “significativa” que está prevista neste estabelecimento de ensino terá um impacto semelhante ao que teve a obra na escola de Fundo de Vila, apesar de “não a uma escala tão intensa”.

“Não é uma boa forma de gerir o dinheiro público”

Da Coligação PSD/CDS/IL, choveram críticas. Mas, antes disso, Tiago Correia realçou os pontos de convergência, corroborando a necessidade de obras na EB1 do Parrinho e também a recuperação das ruas da cidade, uma temática, aliás, frequentemente abordada pela oposição. O problema, afirmou Tiago Correia, está em contrair um empréstimo “sem recurso a financiamento comunitário”, um custo que considera ser “demasiado alto para o arranjo urbanístico de uma rua”.
Para a coligação, há “questões mais urgentes” para resolver na cidade e, embora a câmara tenha capacidade de endividamento, está, em última instância, “a limitar essa mesma capacidade”. Tiago Correia sustentou que as rede viária deve ser reabilitada, mas recorrendo a fundos comunitários, sobretudo quando existem projetos como a Sanjotec 3, as piscinas, a reabilitação do parque escolar, o nó do IC2, o pavilhão das Travessas ou os novos courts de ténis e padel ainda por concretizar. O vereador entende que esta “não é uma boa forma de gerir o dinheiro público” e fez a comparação: “É o mesmo que pedir dinheiro ao banco para comprar mercearia”.

Poderá ter acesso à versão integral deste artigo na edição impressa n.º 3954, de 21 de setembro ou no formato digital, subscrevendo a assinatura em https://oregional.pt/assinaturas/
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