
A Coligação e o PS chegaram a um entendimento para garantir estabilidade governativa em São João da Madeira – o PS indicará o segundo secretário da Assembleia Municipal e a AD fará o mesmo na Assembleia de Freguesia –, num acordo que, segundo os dois partidos, coloca os interesses da cidade acima das divergências partidárias.
“Quem vence as eleições é que deve governar. No entanto, para se garantir a estabilidade governativa deveremos colocar sempre os interesses dos sanjoanenses e da cidade acima dos interesses partidários” – esta é a garantia de Tiago Correia, em declarações a 'O Regional', sublinhando o espírito de responsabilidade que "norteou" o entendimento entre as duas forças políticas.
O acordo alcançado entre a Aliança Democrática (AD) e o Partido Socialista (PS) permitiu desbloquear a organização dos órgãos autárquicos, com o PS a indicar o segundo secretário da Assembleia Municipal e a AD-PSD/CDS a fazer o mesmo na Assembleia de Freguesia.
A decisão é justificada pelas duas forças como um gesto de responsabilidade institucional e de respeito pela vontade expressa nas urnas.
O líder social-democrata frisou que o entendimento resulta da vontade de evitar impasses que, no passado, afetaram o funcionamento dos órgãos autárquicos. “Com o intuito de evitar situações que ainda estão bem patentes na memória dos sanjoanenses, e que prejudicaram São João da Madeira, mostrámos a nossa disponibilidade para que, ao longo de todo o mandato, a estabilidade governativa possa ser uma realidade a bem dos sanjoanenses”, realçou Tiago Correia.
Com esta aproximação a coligação e PS assumem um compromisso de cooperação institucional, colocando os interesses da cidade acima das divergências partidárias num momento considerado decisivo para a governação local e o desenvolvimento de São João da Madeira.
Sentido de responsabilidade
Por seu turno, Leonardo Martins, presidente da Concelhia do PS, afiança que o princípio de entendimento alcançado “é um ato de responsabilidade e maturidade política, que respeita os resultados eleitorais e assegura um início de mandato estável e baseado no diálogo”.
O dirigente socialista recorda que nenhum partido obteve maioria absoluta nos órgãos deliberativos, o que levou o PS a agir “com sentido de responsabilidade, evitando cenários de instabilidade que apenas favoreceriam forças extremadas ou populistas”.
Leonardo Martins destaca ainda que o acordo “garante que o PS preside à Junta e à Assembleia de Freguesia, refletindo a confiança que os sanjoanenses depositaram nas nossas equipas e no trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos”.
Na Câmara e na Assembleia Municipal, o PS compromete-se a exercer “uma oposição firme, exigente e construtiva – que defende com convicção uma visão progressista, dinâmica e solidária para São João da Madeira”.
“O PS demonstra, mais uma vez, que coloca os interesses de São João da Madeira acima de qualquer cálculo partidário. A nossa prioridade é garantir estabilidade institucional e continuar a servir os sanjoanenses com seriedade, proximidade e compromisso”, sublinhou Leonardo Martins, perspetivando o acordo como “o arranque de um novo ciclo político marcado pelo diálogo e pela responsabilidade”.
Recorde-se que João Oliveira, cabeça de lista da coligação “A Melhor Cidade do País” (PSD/CDS-PP), venceu as eleições autárquicas de 12 de outubro em São João da Madeira, pondo fim a oito anos de governação socialista.
O novo presidente da Câmara afirmou que a vitória pertence “a todos os sanjoanenses” e comprometeu-se a “dar início a um novo ciclo” para que o concelho “volte a ser uma grande referência”.
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