Política

CDU faz balanço da sua intervenção em defesa dos princípios municipais

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No passado dia 25 de julho e a meio do mandato, a CDU (Coligação Democrática Unitária) de S. João da Madeira fez um balanço da sua atuação na gestão municipal e destacou os principais pontos que têm defendido em prol da comunidade. Entre os destaques, está “a gestão municipal em detrimento de concessões privadas e o acompanhamento das condições de trabalho no município”. Na sessão estiveram presentes Jorge Cortez, Rita Mendes e Paulo Duarte.
Um dos pontos ressaltados pela CDU é o acesso à água como um direito humano, não como um negócio. “Os munícipes estão a pagar valores que sempre consideramos injustos”, nesse sentido, a coligação recomendou ao executivo a implementação de uma tarifa social para garantir que cidadãos de menor poder aquisitivo possam adquirir água mais facilmente. Além disso, propuseram uma redução gradual nas faturas de consumo de água a partir de 2022, mantendo o equilíbrio económico e financeiro do serviço. Também sugeriram que o município estudasse a possibilidade de adquirir o capital do acionista privado, caso haja uma solução viável, para eliminar comissões, rendas e dividendos do preço da água.
Outra preocupação da CDU refere-se ao rio Ul/Antuã e às eventuais descargas poluentes. A coligação questionou a Câmara Municipal sobre a existência de análises laboratoriais, conhecimento de efluentes poluidores e ações planeadas para identificar e processar poluidores em potencial.
Em relação ao Hospital da cidade, a CDU defende a importância da sua autonomia através de administração própria e a recuperação das suas valências médicas, bem como a reinstalação da Urgência Cirúrgica.
A requalificação da Linha do Vale do Vouga é outra “demanda antiga” da CDU, propondo a criação de uma comissão permanente da Assembleia Municipal para acompanhar esse assunto, mas lamentam que a comissão tenha sido ineficaz até ao momento.
No que diz respeito à mobilidade, a CDU apoia fortemente a mobilidade pedonal e exige passeios seguros e confortáveis para todos, defendendo uma melhor articulação entre os Transportes Urbanos de S. João da Madeira (TUS) e as freguesias dos concelhos vizinhos, visando reduzir o número de automóveis na cidade.
O estado de degradação do edifício do Tribunal é outra preocupação levantada pela CDU, que também denuncia a necessidade de obras interiores e exteriores para revitalizá-lo.
No âmbito da habitação, a CDU celebrou a aquisição de habitações da PSP e GNR para habitação social, mas pede uma rápida execução das obras pois estavam “à espera que as coisas andassem mais depressa”, acrescentou Jorge Cortez. A coligação também demonstra preocupação com o número de famílias em situação de carência habitacional e considera que a resolução desse problema é uma competência do poder central, embora o município tenha o dever de alertar e reclamar soluções.
Em relação aos impostos, a CDU defende a redução do IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis) e a aplicação da taxa máxima para a Derrama, para que apenas as empresas com lucros paguem.
A economia da cidade tem sido objeto de preocupação por parte do partido, que expressou inquietações sobre o processo de desindustrialização observado nos últimos anos. Como resposta a essa situação, a coligação tem se empenhado na viabilização de empresas, incluindo a SIACO, que encerraram.
A CDU reitera o seu compromisso em lutar pelas causas presentes no seu programa eleitoral, procurando sempre uma cidade mais humanizada. Para que isso se concretize, a coligação apela à valorização do partido pelos munícipes e deseja uma maior representatividade municipal.

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