Política

CDU diz que regresso de Suzana Menezes configura situação "constrangedora”

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O assunto foi abordado pela CDU na assembleia, que defendeu que a autarquia devia ter feito uma investigação para “averiguar quem foram os responsáveis” no caso em que o município foi condenado a indemnizar a ex-diretora da biblioteca.

Na assembleia municipal, a deputada da CDU, Rita Mendes, lembrou o processo em que o município foi condenado a pagar à antiga diretora da biblioteca, Helena Cruz, uma indemnização de 20 mil euros por danos patrimoniais, para defender que o regresso de Suzana Menezes aos quadros do município configura uma “situação constrangedora”. Rita Mendes começou por citar partes da sentença, que aponta para “comportamentos vexatórios e humilhatórios que culminaram na deterioração do estado psicológico” da ex-diretora da biblioteca, que foi alvo de “assédio e humilhação”. “Ora o município é uma instituição e as instituições não cometem ilícitos. Quem comete são os cidadãos que têm a seu cargo responsabilidades nos diversos níveis da sua organização”, atirou Rita Mendes, que considerou que, “após a condenação transitar em julgado, era dever da câmara mandar fazer uma investigação para averiguar quem foram os responsáveis” e eventualmente “instaurar processos disciplinares”. “Mas a câmara não procedeu assim, ficamos até com a sensação de que o responsável é o próprio edifício do Fórum Municipal”, ironizou.
Rita Mendes destacou a notícia recente do jornal “O Regional”, que anunciou o regresso de Suzana Menezes à Divisão da Cultura da Câmara Municipal, para recordar que “a funcionária em questão exerceu a função de chefe hierárquica da Dra. Helena Cruz durante o tempo em que aconteceram os factos que levaram o tribunal a condenar o município”. Atendendo que a câmara prescindiu “do apuramento dos factos e de responsabilidades”, Rita Mendes entende que o regresso de Suzana Menezes “sem factos e responsabilidades apurados em altura devida, será uma possibilidade bastante constrangedora, sobretudo tendo a câmara municipal ficado condenada”. “Os elogios ministeriais dirigidos à pessoa enquanto diretora Regional da Cultura do Centro, trazidos a público pela imprensa local, certamente não abreviariam este constrangimento”, rematou.

Poderá ter acesso à versão integral deste artigo na edição impressa n.º 3974, de 8 de fevereiro de 2024 ou no formato digital, subscrevendo a assinatura em https://oregional.pt/assinaturas/

 

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