Política

Autocarro da Junta vai ter antecedência mínima e máxima para ser reservado

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Reuniu, no passado dia 30 de janeiro, a Assembleia de Freguesia de S. João da Madeira para dar continuidade à reunião suspendida no dia 23, (a pedido da Coligação), onde se apresentaram as alterações feitas ao regulamento anterior, e se votou o mesmo

Rodolfo Andrade, na sua intervenção, apresentou as mudanças que fizeram relativamente ao regulamento apresentado na semana passada. “No artigo 2 estipulamos que não podemos ceder o autocarro a entidades privadas e com fim lucrativo”, iniciou o edil, acrescentando que modificaram o número um do artigo 3.º, que prevê uma antecedência mínima de quinze dias e máxima de quarenta e cinco, pois a “coligação teve a preocupação de que o autocarro pudesse chegar ao maior número de associações”. Como o socialista fez saber o que “acontecia no passado” era que existiam associações que tinham conhecimento das suas provas e eventos com “muita antecedência”, e marcavam o autocarro “por exemplo para agosto”. O que fazia com que outras entidades “que tivessem conhecimento do seu calendário mais tarde”, não conseguissem reservar o mesmo. “Isto vai minimizar o “gap” entre aquelas que usam muito e aquelas que às vezes não tinham acesso.”
No artigo 5.º realizaram uma “pequena alteração”, no que respeita à caução que poderá ser agora devolvida no prazo de oito dias úteis, ao contrário de ter de ser no dia seguinte. A prioridade de cedência do autocarro é definida pela ordem de entrada do pedido (art.7.º), e se o serviço for cancelado a caução é devolvida “imediatamente” (ponto 9 do art.3.º).
Além destas principais alterações o autarca clarificou que tomou “a liberdade” de estipular que o regulamento entrasse em vigor “cinco dias úteis após a votação”, no sentido de “dar tempo às associações de conhecerem o regulamento/anexos e se prepararem”.
O Presidente da Junta ainda informou que iria enviar um email no dia 31 a “todas as associações” a dar nota do novo regulamento, assim como dos “anexos e salientar as principais mudanças”, e que este iria entrar em vigor dentro de “oito dias”.
O executivo e Coligação reuniram logo após a sessão que foi suspensa, e segundo o Presidente da Junta Rodolfo Andrade foram discutidos “alguns pontos”. Apesar de a opinião de ambas as partes ser “semelhante”, a coligação tinha “algumas sugestões, bastante pertinentes”, e em alguns pontos “divergiam” da opinião do PS. Apesar disso o socialista acredita que, de uma forma geral, e após “uma linha de conversa, melhoraram o documento” de cedência do autocarro, acabando por agradecer “os contributos que a coligação deu”, pois “um regulamento que era bom ficou obviamente melhor”.
“É literalmente assim que se cumpre o desígnio de todos criarmos aquela que defendemos ser a melhor cidade do país”, começou por referir Pedro Neves, líder da Bancada da Coligação, salientando que Rudolfo Andrade foi “sensível” à sua pretensão de dar os contributos, assegurando que o documento vai “servir muitas associações” da cidade. Clarificou ainda que “cabe ao executivo” partir com iniciativas, tendo esse “dever”.
Ana Rita Pereira, Presidente da Mesa da Assembleia de freguesia, colocou o documento à votação, e este foi aprovado por unanimidade.
Antes da votação da minuta da Ata (aprovada por unanimidade), os presentes ainda puderam ouvir a declaração de voto do membro da coligação António Falcão Pereira que referiu que a oposição tem “uma forma diferente de fazer política”, e que num documento “desta natureza e desta importância” sentiram que “tinham de dar um contributo”. Por isso, e porque o executivo foi sensível às suas “questões” votaram “favoravelmente”.

* Cátia Cardoso

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