Política

“A falta de mão de obra é uma realidade”

• Favoritos: 131


O atraso em algumas empreitadas camarárias continua a ser motivo de preocupação, principalmente devido a prorrogações de prazos de obras. Apesar de a Câmara Municipal considerar que um concurso sem interessados acaba por ser uma situação “pior”.

No seguimento da informação do executivo camarário sobre a aprovação do lançamento da empreitada da requalificação do edifício da antiga sede do Sporting, adquirido pela Câmara Municipal no âmbito do programa 1.º Direito, o edil comentou que espera o surgimento de empreiteiros que possam realizar a obra. “Vamos transformar aquele edifício, que já foi industrial e passou a ser sede do Sporting, em seis habitações”, recordou Jorge Vultos Sequeira.
Dada a existência de prorrogações de prazos em outras empreitadas, a oposição voltou a questionar o estado da obra do Parque Urbano da Devesa Velha, em frente ao jardim de infância. “O que é certo é que passamos lá e a obra continua, em certas partes, vedada e inacabada”, descreveu Tiago Correia. “No início, nós avisamos que o mesmo empreiteiro está a ficar com as obras todas e que isso ia dar problemas; foi o que aconteceu”, afirmou. O autarca referiu que falta colocar um pavimento de cortiça e que o prazo anterior foi discutido em reunião camarária. “O Castro Almeida deu uma entrevista à SIC a este respeito”, começou por dizer Jorge Vultos Sequeira, mas foi interrompido pelo vereador. “Não está a ser correto”, lançou Tiago Correia. “Interrompe-me e nem ouviu o que estava a dizer. O que eu ia dizer é que a falta de mão de obra é uma realidade, algo que o próprio Castro Almeida afirmou”, referiu o autarca, ressaltando de que aquela empreitada “sofreu essa vicissitude”. “Insinuar que a Câmara Municipal é cúmplice no atraso da obra é uma falsidade completa. Pior estão muitos concursos que têm ficado desertos, infelizmente”, lamentou. O vereador Tiago Correia considerou que, se “o preço for adequado”, “não faltam empreiteiros”.

Prédio abandonado no Sobreiral levanta preocupações

A oposição também alertou para um prédio abandonado na rua do Sobreiral, que “continua” a ser ocupado por pessoas que por lá pernoitam. O autarca adiantou que foi solicitado um estudo jurídico da questão. “A Câmara não tem recursos para remover essas pessoas; é o proprietário do prédio que tem de agir”, apontou Jorge Vultos Sequeira. “Há uma questão social, que a divisão social acompanha, e depois há uma questão entre privados, que não temos competência para agir”, distinguiu.

Oposição pede acalmia de tráfego para Fonte Cova

O vereador Tiago Correia sugeriu que, uma vez que a rua da Fonte Cova está a ser intervencionada, devia-se aproveitar para realizar uma acalmia de tráfego. “Toda a gente diz que é um ponto negro de acidentes na cidade. Até os jornais falam disso”, comentou, dando como exemplo a instalação de uma passadeira elevada. O edil informou que têm uma proposta da técnica da mobilidade para tentar uma solução, proposta essa que está em discussão interna.

131 Recomendações
546 visualizações
bookmark icon

Farmácias abertas

Preço Combustíveis

tempo