
Dos 734 eleitores inscritos para o voto antecipado em mobilidade em São João da Madeira, 680 exerceram o direito de voto no último domingo, dia 11, no âmbito das eleições presidenciais.
O voto em mobilidade permite aos eleitores votar uma semana antes do dia oficial das eleições, num concelho à sua escolha. Em São João da Madeira, o ato eleitoral decorreu em duas mesas instaladas no edifício do município, envolvendo eleitores provenientes de várias cidades portuguesas, incluindo concelhos do continente e da Região Autónoma da Madeira.
A maioria dos votantes tinha ligação ao distrito de Aveiro, com destaque para residentes em São João da Madeira, Oliveira de Azeméis e Santa Maria da Feira. Do total de votos registados, 329 foram de eleitores de São João da Madeira e 351 de outros concelhos.
A participação incluiu eleitores oriundos de dezenas de cidades, abrangendo o Norte, o Centro, a Área Metropolitana de Lisboa, o Alentejo, o Algarve e as regiões autónomas. A maior afluência registou-se em concelhos do distrito de Aveiro e da Área Metropolitana do Porto, seguindo-se participações de várias zonas do Centro e da Área Metropolitana de Lisboa.
O voto antecipado em mobilidade decorreu uma semana antes das eleições presidenciais, permitindo votar em qualquer município do continente ou das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira. Para exercer o direito de voto, foi necessário identificar-se e indicar a freguesia de recenseamento.
Lisboa e Porto concentraram o maior número de eleitores inscritos nesta modalidade. As motivações mais frequentes estiveram ligadas a razões profissionais, embora alguns líderes políticos tenham optado por votar antecipadamente, numa lógica de exemplo público.
Entre os sanjoanenses que recorreram ao voto antecipado, a comodidade surge como um dos principais argumentos. Outros eleitores mantêm, contudo, a decisão em aberto e admitem escolher o candidato apenas no próximo domingo.
Nelson Costa afirma optar pelo voto antecipado sempre que há eleições. “Fico logo arrumado e não penso mais no assunto”. O eleitor refere que votou em Santa Maria da Feira e relata uma experiência diferente do habitual. “Ao contrário das últimas eleições, esperei algum tempo na fila depois da hora de almoço, o que não é normal”. Na sua leitura, este dado pode traduzir uma alteração no nível de abstenção.
Fernanda Castro prefere aguardar pelo dia da votação. “Estou ainda com dúvidas em quem vou votar”. A eleitora diz querer acompanhar com atenção, ao longo da semana, o trabalho dos candidatos, sublinhando que “será uma semana decisiva de campanha”.
Admite que já se identificou, em momentos distintos, com dois candidatos, mas acabou por se afastar após discordar de algumas propostas. “Está tudo em aberto. Aquilo que sei é em quem não vou votar”, enfatizou.
Segunda volta marcada para 8 de fevereiro
A generalização das mesas de voto antecipado a todos os concelhos do país ocorreu pela primeira vez nas eleições presidenciais de janeiro de 2021, em contexto de pandemia. Nessa ocasião, inscreveram-se para votar antecipadamente em mobilidade 246.922 eleitores.
De acordo com a lei, as operações de voto antecipado são coordenadas pelos municípios. Em São João da Madeira, a câmara municipal constituiu uma equipa multidisciplinar para assegurar o funcionamento do processo.
Estão recenseados para votar nas presidenciais de 18 de janeiro cerca de 11 milhões de eleitores, residentes em Portugal e no estrangeiro. A eleição conta com 11 candidatos, um número recorde.
O vencedor sucederá a Marcelo Rebelo de Sousa, eleito em 2016, cujo mandato termina em março. Caso nenhum dos candidatos obtenha maioria absoluta, haverá uma segunda volta a 8 de fevereiro, à qual concorrerão apenas os dois mais votados.
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