PCP alerta Governo para a subocupação do Hospital de S. João da Madeira

PCP alerta Governo para a subocupação do Hospital de S. João da Madeira

O PCP de S. João da Madeira critica a desvalorização do hospital sanjoanense pelo Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga (CHEDV) no contexto da pandemia de Covid-19, alegando que esse equipamento foi “trocado” por uma entidade privada no tratamento de doentes oncológicos. O Centro Hospitalar recorda que tudo se deveu à “elevadíssima incidência” da Covid-19 na região.

A crítica surge semanas depois de o Centro Hospitalar do Entre Douro e Vouga (CHEDV) – em Santa Maria da Feira, e que gere também os hospitais de S. João da Madeira e Oliveira de Azeméis – ter transferido os tratamentos de oncologia para a clínica privada Lenitudes, na Feira.
“A situação de pandemia, segundo o diretor do Centro Hospitalar, sobrecarregou o hospital da Feira e justificou a transferência para um espaço privado, a pagar pelo erário público, da unidade de oncologia. Curiosamente, no passado este serviço estava no 3.º piso do hospital de S. João da Madeira, que continua completamente desocupado”, refere o PCP em comunicado enviado esta semana à nossa redação, assegurando ainda que esta força partidária opõe-se, a essa opção, e os deputados na Assembleia da República já questionaram o Ministério da Saúde sobre o assunto.
Os comunistas mostram ainda o seu desagrado por a Comissão Municipal de Proteção Civil ter instalado “dezenas de camas no gimnodesportivo da antiga Escola Secundária N.º 2 para improvisar um hospital de retaguarda”, quando no hospital da cidade há vários “espaços subaproveitados” e “pelo menos um piso – o terceiro – completamente desocupado, com mais de 20 camas disponíveis. Não se entende a continuação dessa subocupação”, diz o comunicado.
Os deputados António Filipe e Paula Santos apelam também ao Governo para que este explique “como justifica a desvalorização que tem vindo a ser feita do Hospital de S. João da Madeira e o não aproveitamento das capacidades aí existentes, particularmente no contexto de necessidade que o país está a atravessar”.

Investimento de 1,5 milhões de euros

Questionado sobre o assunto, o CHEDV reforça que foi feito, nos últimos quatro anos, um investimento no Hospital de S. João da Madeira de “cerca de 1,5 milhões de euros, concluindo obras tão importantes como a total reabilitação do Serviço de Urgência básico, o Serviço de Esterilização ou a morgue”.
Relativamente à unidade de oncologia, o CHEDV lembra que, “fruto de elevadíssima incidência da Covid-19 nesta região, tivemos de levar a cabo um conjunto de alterações” no funcionamento das três unidades “que foram determinadas em função de um aspeto absolutamente fundamental e que deve sobrepor-se a todos: a garantia de que a instituição tenha a capacidade necessária para tratar todos os doentes desta região que necessitem de tratamento contra a Covid-19 e que todos os outros, muito particularmente os mais frágeis, como é o caso dos oncológicos, tenham condições de segurança que reduzam ao máximo os riscos de exposição à doença”, relembraram.

António Gomes Costa

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