Palavras do tempo… no nosso tempo…

Das Escrituras: A Ressurreição de Jesus

No Evangelho segundo Mateus, (28,1-7) podemos ler: (…) “Maria de Magdala e a outra Maria, foram visitar o sepulcro. Nisto, ouve um grande terramoto, pois o anjo do Senhor, descendo do céu, aproximou-se e removeu a pedra, sentando-se sobre ela”. (…) “Mas o anjo tomou a palavra e disse às mulheres: Nada receeis; sei que buscais o Jesus crucificado. Não está aqui, pois ressuscitou como tinha dito” (…) “ide depressa dizer aos seus discípulos”.
Elas assim fizeram e foram contar aos discípulos tudo o que tinham visto e ouvido. Depois dos acontecimentos, dois dos discípulos de Jesus, tão incrédulos que estavam face a tudo aquilo que se tinha passado ali no Gólgota, resolveram regressar a suas casas em Emaús.
Pelo caminho, os dois discípulos seguiam lado a lado, iam desconsolados e entristecidos. Falavam dos acontecimentos trágicos dos últimos dias e procuravam encontrar uma explicação para o que aconteceu. Absorvidos em pensamentos, não tinham dado conta que Jesus tinha se aproximado deles, mas os seus olhos estavam impedidos de O reconhecerem. Ele perguntou-lhes: “Que palavras são essas que trocais entre vós pelo caminho?”.
Eles ficaram surpreendidos pela pergunta do desconhecido.
Clèofas, um dos dois, respondeu-Lhe: “Tu és o único habitante de Jerusalém a ignorar o que lá se passou estes dias”. E Ele perguntou: “O que foi?”. Então, Clèofas contou toda a história do fim trágico de Jesus, tendo sido julgado pelos príncipes dos sacerdotes, estes o entregaram ao tribunal de Pilatos, que por sua vez ordenara que Ele fosse crucificado. Nós esperávamos que fosse Ele quem havia de libertar Israel. Mas, afinal, é já o terceiro dia depois que isso aconteceu. Em dada altura, Jesus disse-lhes: “Ó homens sem inteligência e lentos de espírito para acreditar em tudo o que os profetas anunciaram!. Não tinha o Messias de sofrer tudo isso para entrar na sua glória?”. Enquanto caminhavam, Jesus foi-lhes explicando em todas as Escrituras o que Lhe dizia respeito.
Chegados a Emaús, o desconhecido parecia querer seguir caminho, mas como já era tarde e a noite estava a chegar, estes pediram ao forasteiro que ficasse em casa deles, o que aceitou. Quando se sentaram á mesa “Ele tomou o pão, recitou a bênção, partiu-o e entregou-lho. Nesse momento abriram-se os seus olhos e reconheceram-n’O”. Mas Ele desapareceu da sua presença.
Jesus não os abandonou e pôs-se a caminho com eles, porque sabia que os seus discípulos se sentiam angustiados e perturbados pelos acontecimentos vividos no Gólgota.
Deus está e estará sempre connosco e oferece-nos toda a força e a coragem necessárias para caminhar, mesmo naqueles momentos quando parecem fraquejar as forças e o ânimo parece desvanecer. Porque é através da fé que encontramos Deus no nosso caminho e Aquele, que nos anima e conforta nos momentos mais difíceis das nossas vidas.
O Papa Francisco, pede aos cristãos que não desanimem pelos os momentos difíceis que estamos a passar, de muita angústia, de tristeza e dor, e para serem coerentes com a fé que professam: (…)”e que vivam a alegria da Ressurreição do Senhor que nos trouxe a Luz que venceu as trevas do mal”.

Carlos A. Matos

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