
A sensibilidade é muito importante. Pôr-se no lugar do outro evita que o descriminemos, que o descartemos e que nos vinguemos.
O meu marido auxilia os deficientes que nasceram sem braços, devido a um medicamento chamado talidomida, tomado pelas mães, para evitar enjoos na gravidez. Os efeitos secundários foram terríveis. Os seus bebés nasceram sem braços ou os têm em miniatura. Pintam postais e calendários com a boca e com os pés.
Em cada mês, os calendários trazem na frente abaixo da pintura e no verso, um pensamento formativo, de vários autores célebres e conhecidos.
Neste mês de outubro, fizeram uma linda pintura sobre o outono. Na mesma, veem-se as mais lindas cores das folhas das árvores a desprenderem-se harmoniosamente das mesmas e a sulcarem o chão.
Um autor desconhecido elaborou o seguinte pensamento:
– O outono mostra-nos como pode ser bonito deixar as coisas ir!...
Traz tanta alegria deixar ir o ódio, a guerra, a vingança, pois quando tal acontecer, teremos paz, e dormiremos descansados. Jamais seremos esquecidos e nada de mal nos acontecerá.
Seremos muito felizes!...
Não faças mal ao teu vizinho que o mal vem-te a caminho. Ou ainda um outro adágio mais eloquente: Pragas com razão nem ao meu cão. É que há maldades que bradam ao Céu.
É certo que isto causa sofrimento, porque não queremos perder, queremos pagar olho por olho e dente por dente, mas quando tal acontece é certo o esperar pela volta.
Soube pela televisão que uma senhora, foi excluída de ocupar um cargo importante no Ministério Público, pela sua sensibilidade para com os pequeninos sacrificados no ventre materno, pelo aborto.
O dinheiro das intervenções e dos intervenientes que seja oferecido às mães com dificuldades económicas e muito acompanhadas psicologicamente.
A sorte da mãe do Ronaldo, a dona Dolores foi ter deixado vir ao mundo este filho que queria sacrificar e que tem sido uma enorme ajuda, para toda a família e não só.
Eu sou uma pessoa muito sensível, e de lágrima fácil.
Eu, pequenina na escola, via os meus colegas irem aos ninhos na primavera.
Traziam-nos nas mãos, bem como os ovinhos.
Eu, cheia de pena, decorei um poema a esse respeito que vinha no meu livro, salvo erro da segunda classe, que nunca esqueci.
Rezava assim:
Os passarinhos tão engraçados
São p’rós filhinhos que estão p’ra ter
São p’rós filhinhos que estão p’ra ter
Que os passarinhos os vão fazer
No bico trazem coisa pequenas
E os ninhos fazem com musgo e penas;
Ninguém faça mal a um ninho
À linda graça dum passarinho
Que nos lembremos sempre também
Do pai que temos, da nossa mãe.
Meus queridos leitores, façamos um esforço, para educarmos a nossa sensibilidade, pois se tal acontecer todos seremos beneficiados.
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