Opinião

Reflexos - Um verão quase perfeito (parte II)

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O Presidente Marcelo vai (foi) de férias, para a praia, trabalhar – fazer política (…), comentando o governo porque assim e porque assado. Extraordinário (!!!). Nada normal, esperar-se na Figura da principal autoridade institucional de um qualquer Estado. Estará perdoado(…) – é o primeiro chefe de estado que visita as trincheiras da guerra.
Normal, a informação que nos vai prestando o presidente Jorge Sequeira da “sua guerra” ao desperdício da água. Seriam instaladas umas quantas válvulas redutoras de pressão, substituição de quilómetros de condutas e ramais, etc, etc. Mas eis que, descobrem (mais) uma “fuga relevante” na piscina de saltos do “Paulo Pinto”. Percebemos, pois, a sua “surpresa” – porque, eliminaram a fuga da piscina olímpica. (Não pela intervenção de 2021 mas sim, em três intervenções consecutivas resultando a última no cancelamento do habitual Torneio Natação de Verão em 2022).
Acreditamos, ser “surpresa” maior, a de saber (provavelmente agora…) que não obstante a determinação de inviabilizar a abertura daquele tanque (saltos) ao público veraneante neste verão, termos verificado que na ante véspera e durante a competição nacional ali realizada em 7, 8 e 9 de julho, último (Open Masters de Portugal), no mesmo tanque processava-se o seu enchimento sem que o nível do respectivo espelho de água se alterasse, isto é, mantendo-se durante aquele longo fim de semana cerca de um metro abaixo do nível máximo de enchimento.
Tamanho desperdício de água, faz lembrar todos aqueles milhões de euros prometidos pelo edil de Lisboa Carlos Moedas, a propósito do retorno “garantido” à cidade, propagava então o autarca, quanto à JMJ – Jornada Mundial da Juventude – que, (a tamanho consumo de água da torneira, de borla) afinal resultaria segundo o autor do programa televisivo “Isto é gozar com quem trabalha”, apenas em qualquer coisa como: “Lisboa transformada pelo milhão e meio de peregrinos em Capital do chichi…”.
Enquanto isso, já nos parece normal o arranque no pico deste verão da tão ansiada requalificação da Rua Oliveira Júnior – não fossem os constrangimentos (naturais) já esperados e, creio, calculados (…), que a obra provocará aos comerciantes e moradores daquela célebre artéria. Mas, porém, como vai dizendo o povo: “tirando o que está mal todo o resto está bem” … Vai passando ao lado da câmara e, obviamente, dos seus especialistas de urbanismo, a nódoa negra no lado nascente daquela rua – a manter-se ali (parece…) sem solução à vista, representada pelos sete (7 prédios) edifícios devolutos e em adiantado estado de ruína/erosão situados entre a Óptica Quinta e o Museu da Chapelaria.
Assim, posta a questão, será legítimo esperar-se da entidade municipal resposta adequada à situação??? Que, creio estarmos de acordo, em nada beneficiará ou de algum modo valorizará o arranjo/investimento na importante Rua Oliveira Júnior.
Normal, com tanta obra (prevista) anunciada pelo Dr. Jorge Sequeira, ainda mais: requalificação da Av. do Brasil (agora a haver-se com o imbróglio do “empréstimo bancário…”); Rua Visconde de S. João da Madeira e Parque Urbano Corgas/Vale da Buciqueira (este, com anúncio do arranque de obra em meados de 2022…) mas um ano depois arrancaria de facto a norte no limite sul da antiga fábrica Oliva apenas com movimento de terras e, agora… parada. Vá lá saber-se até quando e se o seu reinício será definitivo.
Não parece normal… dizer o sr. Presidente que «substituiu em toda a zona da Praça Luís Ribeiro a calçada portuguesa, que era esburacada, escorregadia …/…» e, então, Dr. Jorge Sequeira, será confortável e amigável à circulação “a pé para idosos, para cadeiras de rodas e carrinhos de bebés” o miserável estado da “calçada portuguesa” na generalidade dos passeios das nossas principais e mais movimentadas avenidas e ruas(!!!). Exemplos disso mesmo: av. Liberdade, Renato Araújo, Arantes e Oliveira, Benjamim Araújo e Bombeiros; ruas, Infante D. Henrique, Dr. Maciel, Ribes, Afonso Henriques, António Henriques, Alexandre Herculano e Sapateiros … Etc., etc.
Não será (certamente…) normal, entender: Obra prevista (aprovada) e orçamentada para o efeito, “criação e reconstrução de passeios”, insuficiente para avançar com um indicador da respectiva taxa de execução… Não havia necessidade sr. Presidente.
Permita-se-me “usar” daquela entrevista de verão a frase que mais retive. Melhor, porque valerá a pena reter: «…/… obras que vão mudar significativamente a face da nossa cidade». Justamente. O impulso, se quiserem o mote, para a (parte II) de “Um verão quase perfeito” …

(O autor escreve segundo o antigo acordo ortográfico)
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