Opinião

Que bicho te mordeu?!

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Muitas vezes damos connosco a funcionar de uma forma empírica. Diria quase sempre... até porque em boa verdade, a vida sempre nos ensina alguma coisa, e para além dos ensinamentos, as experiências vividas também revertem em conhecimentos. Não se apoquentem, o empirismo é uma filosofia. O problema é quando dá azo ao charlatanismo. E com os charlatões, que os há, acreditem, em todas as áreas da nossa sociedade, basta ouvirem as notícias ou enquanto caminhamos pelas nossas ruas e nos aparecem os vendedores da “banha da cobra”.
O facto, é que todos nós somos capazes de entrar no mundo da psicologia e detectarmos quando um amigo ou familiar não está bem, e, lhe perguntamos: “Que bicho te mordeu?” O difícil vem a seguir, e, aí descobrimos que a nossa forma empírica de conhecimento não nos dá capacidades para aniquilar os bichos que nos atrapalham. A lista seria infindável... A nossa impotência seria um dos bichos a fazer desaparecer.
Pomposamente costumo dizer, ou por outra, repetir-me, porque se trata de uma frase que tenho há muitos anos escrita numa folhinha na minha secretaria: “Se tens problemas, resolve-os. Senão, vive com eles!”. Não é só da boca para fora, acreditem, mas, também não pensem que vou agora abrir uma agência de “caça bichos”. Não, nada disso. Eu próprio sou diariamente assaltado por bichos que me aparecem de várias formas. Quando são mentais, vou conseguindo resolver, quando me atacam o físico, esses são um problema. Também se tratam, mas demoram mais. Há bichos que não sabem nadar, afoguem-nos. Antigamente, fazíamos coleção de cromos da bola, fazíamos trocas, jogávamos ao abafa. Temos de fazer o mesmo com os bichos e não deixar que eles nos mordam.
Na música, esta semana assisti a dois concertos fabulosos das minhas netas Matilde e Luísa Margalho. Fantástico! Muitos bichos foram eliminados. Matilde, a cidade de Colônia fica a ganhar, nós a perder. O coração é grande e de cá não sais!
Nos livros, “ 5 minutos, Histórias para adormecer”, com ilustrações de Anna Lang.
O que seriamos nós sem os bichos? Alguns até são uns bichinhos amorosos...

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