Opinião

Porquê (!!!) contrariar o nosso destino

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Pronto, à segunda tentativa foi de vez…. Já temos a designada ciclovia. Com financiamento comunitário e tudo mais. Tudo mais… justamente porque a rua ou avenida, do Vale, estava uma lástima. Sem conservação, ondulada e mais buracos que levariam qualquer prevenido condutor, em tempo de chuva, a destruir pneus e suspensões. Nada de novo afinal, situação análoga à generalidade dos passeios.
Não estaria certamente à discussão, tradição local ciclística ou do cicloturismo. Mas é verdade… está na moda ter uma ciclovia e, os nossos autarcas não “furaram” a regra. Todavia, pensei… que a implementação de ciclovias privilegiasse circuitos com proximidade às escolas isto é, dirigidos às grandes zonas escolares… É o que é, ponto.
Tal propósito, leva-nos a ponderar paralelo com as reais situações a requisitarem de há muito solução aos estados de puro desleixo na conservação e manutenção respectivas – temperatura de água da piscina interior e balneários gerais do Paulo Pinto; piso do Pavilhão da Secundária Dr. Serafim Leite; reabilitação do Pavilhão das Travessas; courts de Ténis e balneários da piscina exterior; construção de novos courts de Ténis e Padel Travessas –, apetecendo-me antes dizer: “a Maria foi com as Outras”.
Explicando melhor: o OM não suporta 50 000€ (segundo o chf. gabinete do presidente) para a caldeira há dois anos deficitária da piscina interior e duches; a câmara não contempla a reparação do piso do Pavilhão da Serafim Leite orçamentado em cerca de 30/40 000€ numa altura em que anuncia a construção de dois recintos desportivos no exterior num investimento próximo de 300 000€; anuncia (em 2021…) a requalificação do Pavilhão das Travessas com custo superior a 3 000 000€ (não se sabe bem para quando…); tal como ali mesmo, os novos courts de Ténis e Padel e, entretanto, promete os recintos novos da Serafim Leite para o Ténis da AEJ… Certo, ao que parece, esquecer definitivamente os actuais courts e balneários do Paulo Pinto.
Convenhamos pela maior das certezas. O cenário que nos apresentam reserva-nos desalento, e nada inspirador de qualquer entusiamo. Os praticantes federados e não federados de Ténis, vão ter de se contentar com o actual (miserável) espaço disponível por um tempo indeterminado e, esperamos (apenas…), que o clube resista à imposta “travesseia do deserto”. Quanto ao Padel…. Vão praticá-lo para outras paragens. Quer dizer, nos vizinhos O. Azeméis e Sta. Mª da Feira…
A câmara “vai ganhando tempo” quanto à solução da caldeira para a piscina, preocupada com as «boas contas», a ver se o OM lhe dá uma aberta para os 50 000€; em última análise, encontrar uma caldeira em saldo. Os utentes, esses, que se amanhem – afinal, o tempo já aqueceu e já não precisam de água (tão) quente... O projecto do Pavilhão das Travessas é coisa do tipo “encher o olho ao munícipe”. Oportuno, será no essencial, resolver problemas estruturais como a requalificação de balneários, fortemente afectados por infiltrações.
Parece(nos) porém, não ser bastante o cenário que vamos registando – desde logo, 2017, um recorrente desinvestimento no Desporto Local reduzindo verbas dos “Contratos Programa” mas mantendo a “engenhosa estratégia de desporto” na ideia do apoio aos clubes – retensão de cerca de 30% do bolo anunciado (+ ou -…400 000€) cobrando-lhes (espécie de rendas) mais a cedência dos equipamentos.
Incompreensível falta de sensibilidade - legítima expectativa de toda uma comunidade desportiva local, de perceberem (os mesmos autarcas) o quão necessária e decisiva a ajuda na recuperação pós covid-19, face à imensa perda trazidos em tempo de pandemia, juntar-se-lhe a frágil, ineficaz e por demais ausente comunicação. Sirva ela interesses próprios ou mesmo das mais diversas actividades locais, ao fim e ao cabo, o respeito pela municipalidade.

O autor escreve segundo o antigo Acordo Ortográfico

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