Opinião

Palavras do tempo, no nosso tempo - Mensagem do Santo Padre Francisco para a Quaresma de 2024

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“Através do Deserto, Deus guia-nos para a Liberdade”

Queridos irmãos e irmãs!
Quando o nosso Deus Se revela, comunica liberdade. “Eu sou o Senhor, teu Deus, que te fiz sair da terra do Egipto, da casa da servidão” (Ex 20, 2). Assim inicia o Decálogo dado a Moisés no Monte Sinai. O povo sabe bem de que êxodo está a falar: traz ainda gravada na sua carne a experiência da escravidão. Recebe as “dez palavras” no deserto como caminho de liberdade. Nós chamamos-lhes “mandamentos”, fazendo ressaltar a força amorosa com que Deus educa o seu povo (…) A Quaresma é o tempo de graça em que o deserto volta a ser – como anuncia o profeta Oseias – o lugar do primeiro amor (…). O êxodo da escravidão para a liberdade não é o caminho abstrato. A fim de ser concreta também a nossa Quaresma, o primeiro passo é querer ser realidade (…). Deus não se cansou de nós. Acolhamos a Quaresma como o tempo forte em que a sua palavra nos é novamente dirigida: “Eu sou o Senhor, Teu Deus, que te fiz sair do Egito, da casa da servidão” (Ex 20, 2). É tempo de conversão, tempo de liberdade (…). É tempo de agir e, na Quaresma, agir é também parar: parar em oração, para acolher a Palavra de Deus, e parar como o Samaritano em presença do irmão ferido. O amor de Deus e o do próximo formam um único amor.
QuadroNão ter outros deuses é parar na presença de Deus, junto da carne do próximo. Por isso, oração, esmola de jejum não são três exercícios independentes, mas um único movimento de abertura, de esvaziamento (…). Na medida em que esta Quaresma for conversão, a humanidade extraviada sentirá um estremeção de criatividade: o lampejar duma nova esperança. Quero dizer-vos, como aos jovens que encontrei em Lisboa no verão passado: “Procurai e arriscai; sim, procurai e arriscai. Neste momento histórico, os desafios são enormes, os gemidos dolorosos: estamos a viver uma terceira guerra mundial feita aos pedaços.
Mas abracemos o risco de pensar que não estamos numa agonia, mas um parto; não no fim, mas no início dum grande espetáculo. E é preciso coragem para pensar assim” (Discurso aos estudantes universitários, 03/VIII2023. É a coragem da conversão, da saída da escravidão. A fé e a caridade guiam pela mão esta esperança menina. Ensinam-na a caminhar e, ao mesmo tempo, ela puxa-as para a frente. Abençoo-vos a todos vós e ao vosso caminho quaresmal.

* * *
Esta carta do Papa Francisco é uma mensagem com um sentido evangélico profundo que enaltece o culto da espiritualidade, direcionado não só para o interior da alma, mas o despertar para as realidades do presente e ouvir a voz do Senhor que chama cada um de nós a cuidar do outro.
Refletir a Quaresma para nós, católicos, os 40 dias que antecedem a morte e a ressurreição de Cristo; é vivermos as celebrações da Páscoa.

Rezar na Quaresma
Isaías 58,1-9 (O jejum que me agrada não será antes este; quebrar as cadeias injustas…)

Oração
“Caminha ao meu lado, Senhor, nestes dias de Quaresma e jejum.
Dá-me olhos para ver a estrada que me desafias a percorrer.
Dá-me ouvidos para escutar as palavras que me dizes.
Dá-me sabedoria para discernir as escolhas que me aproximam mais de Ti e me trazem
paz ao coração”

Para todos, desejo uma Santa Páscoa

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