
A Verdade (Conto)
Um dia, a Verdade decidiu visitar a terra sem roupas nem adornos, tão nua como o seu próprio nome. Todos os dias que a viam viravam-lhe as costas com vergonha ou com medo, e ninguém se atrevia a dar as boas vindas.
Assim, a Verdade percorreu a terra inteira e sempre rejeitada e desprezada. Uma tarde, muito desconsolada e triste, encontrou a Parábola que passeava alegremente com um vestido muito belo e colorido.
Esta interrogou- a: - Ó Verdade, por que andas tão triste e abatida?
Respondeu-lhe a Verdade: - Porque eu devo ser muita feia… poisas as pessoas fazem tudo para me evitar!
- Que disparate! – Foi dizendo a sorrir a Parábola; - Não é por isso que as pessoas te evitam… toma algumas das minhas roupas e vê o que vai acontecer.
Então a Verdade envergou algumas das belas Vestes da Parábola e, de repetente, a toda a parte onde chegava era bem recebida.
Conclusão: “As pessoas não gostam de encarar a Verdade, nua, preferem que ela venha disfarçada”.
A Parábola
Do Evangelho de N.S. Jesus Cristo, segundo S. Lucas (18-9,14).
A propósito de alguns que se vangloriavam como se fossem justos e que desprezavam os outros, a esses, Jesus contou-lhes a seguinte Parábola: Dois homens, entraram ambos num Templo para rezar.
Um deles, de pé, orava da seguinte forma: “Graças te dou, ó Deus, porque não sou como os demais homens, ladrões, injustos e adultos, nem como aquele que está ali Jejuo duas vezes na semana e pago o dízimo de todos os meus lucros”.
O outro, que se mantinha um pouca à distância, estava tão concentrado no que tinha para dizer, que não ousava sequer levantar os olhos para o Jesus Crucificado. Este, batia com a mão no peito e rezava: “Deus tem piedade de mim, que sou pecador”. Jesus, disse ainda aos que o ouviam: “Este último regresso a sua casa justificada e não o outro. Pois todo o que se exalta será humilhado e quem se humilhar será exaltado”.
Estes dois homens que entraram no templo, procuravam cada um com as suas limitações, pedir a Deus o perdão pelos seus pecados e omissões. Eu acredito que a misericórdia de Deus não tem limites para que todos aqueles que O reconhecem e ouvem a sua Palavra.
Reflexão
Duas abordagens. Uma, de conceito espiritual. Outra, de conceito mundano.
A Verdade e a Parábola, não são dissociáveis. O pedido de desculpas dos homens a Deus, também. Nenhum dos dois homens, os quais procurarem ali naquele lugar a misericórdia do Senhor, é deixado no vazio das suas limitações…
A belas Vestes da Parábola que no conto refere, deveria ser para cada um de nós, um vestígio evangélico que nos pode ajudar a redescobri outros Valores, que não apenas os mundanos… sem disfarces.
Visto de outra forma, o que pode mudar em nós ou não mudar, o de querer perceber ou não querer entender, é tudo uma questão de roupagem interior, aquela que usarmos ou a que queremos usar, para os fins pretendidos…
São Paulo, diz-nos que temos de saber usar a caridade e a honestidade. Porque, há um só Deus e há um só mediador entre Ele os homens, e deseja todos estes se salvem para poderem chegar ao conhecimento, da Verdade!
Ir para o conteúdo
