Opinião

Notas breves

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ANTÓNIO COSTA DEMITIU-SE, com isso demonstrou o que era óbvio: a maioria absoluta do PS, tal como a maioria absoluta do PPD/CDS, não chegou aos calcanhares da «geringonça» no que refere às politicas sociais e à estabilidade governativa. É urgente que se potenciem soluções capazes de levar adiante: a melhoria dos salários e das pensões, o SNS, a habitação, a educação, a justiça social e a Paz.

Voltamos à vaca fria sobre AS COLECÇÕES DE ARTE RESIDENTES NA OLIVA.
Não nos atrevemos, a fazer qualquer juízo sobre o valor artístico das obras. Não somos críticos de arte, sabemos que o valor da arte é subjectivo e não nos expomos, ao contrário de outros, a falar do que não sabemos.
Não quereremos avaliar arte, mas, como munícipes, temos direito à informação de uma coisa que há 10 anos perguntamos e a resposta tem-nos sido negada. É importante que se saiba, para garantir a transparência da gestão autárquica, quais são os custos do Município com as colecções.
Reformulamos, pela enésima vez, a pergunta. Quanto gastou a nossa cidade, nos últimos 10 anos, com as colecções da OLIVA, em: edifícios; pessoal; energia; materiais; equipamentos; conservação e manutenção; seguros; curadorias; transportes; publicidade e outras coisas mais. Digam-nos, a transparência agradece!

Sobre A NOSSA ÁGUA, não querendo maçar os leitores, mas a circunstância de terem falado do fee de gestão (comissão sobre a factura da água) de 8%, 4% para o Município e 4% para o accionista privado, como se isto fosse uma coisa recente obriga-nos a voltar ao tema.
Esta comissão existe desde 2009, na sequência de uma proposta aprovada na Assembleia Municipal, com os votos favoráveis da maioria PPD e com os votos contra do PS, do CDS e da CDU.
A INDAQUA para garantir a sua posição na Águas de S. João, pagou cerca de 4 milhões de euros que foram para os cofres da Câmara. Não há nenhuma medida política que possa obrigar o accionista privado a abdicar desta comissão, não é provável que o faça voluntariamente.
Na sequência de diversas dúvidas levantadas pela CDU junto do Ministério Público, esta instituição judicial fez uma investigação e foi de opinião que o fee de gestão é ilegal. Na sequência disto, processou judicialmente o Município, a Águas de S. João e a INDAQUA.
Cabe agora aos tribunais decidir.

ANTÓNIO GUTERRES TEVE RAZÃO para estar indignado, com o comportamento na ONU dos representantes do governo de Israel.
O Secretário-geral da ONU esteve bem, quando alertou para as violações do direito internacional que o Estado de Israel está a cometer na guerra de Gaza. Fê-lo, após expressar o seu repúdio pelo acto do Hamas, considerando-o de hediondo.
Guterres esteve bem com Israel, tal como tinha estado bem com a Rússia. É sua obrigação defender a Carta das Nações Unidas, em ambos os casos ele cumpriu o seu dever.
A acção militar do Hamas, directamente contra civis, é inaceitável e será justo que haja consequências para os seus responsáveis, mas é um facto que tudo aquilo não saiu do vácuo. Israel tem violado sistematicamente as decisões da ONU. Quem vive neste mundo sabe que António Guterres falou verdade. Por outro lado, a histeria das autoridades israelitas é inaceitável e reveladora do seu desrespeito pela justiça. Aliás, Netanyahu não quer justiça, quer vingança, isso mostra que não é melhor que os leaders do Hamas. Achamos até que os radicais judeus e os radicais islamitas se alimentam reciprocamente - entre eles o diabo que escolha.
Esperamos para ver. Para já o Governo Israelita, que é Governo de um país ocupante de territórios de outros povos tem-se fartado de desrespeitar o Direito Internacional Humanitário com a complacência do Ocidente. Até quando?

O autor escreve segundo o antigo Acordo Ortográfico.
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