Opinião

Notas breves

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A ESTRATÉGIA LOCAL DE HABITAÇÃO DE S. JOÃO DA MADEIRA 2019-2029 constitui uma importante ferramenta que permite implementar medidas no sentido de dar cumprimento ao n.º 1 do artigo 65.º da Constituição da República que determina que todos os Portugueses «têm direito, para si e para a sua família, a uma habitação de dimensão adequada, em condições de higiene e conforto e que preserve a intimidade pessoal e a privacidade familiar». Por outro lado, segundo o n.º 2 do mesmo artigo, é ao Estado que incumbe assegurar o direito à habitação.
Temos recebido notícias do executivo que, nesta área, nos dão uma sensação de optimismo moderado de que a nossa cidade possa dar passos positivos no sentido certo. Estamos cá para ver. Oxalá assim seja!

O DIA INTERNACIONAL PARA A ERRADICAÇÃO DA POBREZA ocorreu terça-feira, dia 17 deste mês. O Movimento Erradicar a Pobreza, movimento de cidadãos, onde me incluo, divulgou um texto onde alerta para o imperativo de erradicar a pobreza e nele refere palavras de D. Januário Torgal Ferreira que, no jeito que lhe é peculiar, nos disse em Outubro de 2022 - «A pobreza não é vergonhosa, mas sim a injustiça que cria a pobreza, cabendo à força de cada um e dos que aceitaram servir esta sociedade como responsáveis políticos, a energia pública de libertar o pobre da injustiça de ser pobre.»
A estatística da pobreza no nosso País não pode ser motivo de orgulho de todos os que têm funções de gerir a coisa pública: cerca de 1,6 milhões de portugueses são pobres; estar empregado não é garantia de não ser pobre; 47% das pessoas pobres têm emprego.
A Estatística, tal como o algodão, não engana, mas não podemos aceitar que a pobreza seja uma fatalidade, um flagelo sem solução. É urgente, e possível, erradicar a pobreza!

O MÉDIO ORIENTE deixa-nos perplexos. Os últimos acontecimentos, perpetrados pelo Hamas sobre população civil, inclusive crianças, é algo horrendo. Trata-se de um acto inqualificável e da maior gravidade para qualquer ser humano normal, mas enganam-se os que pensam que os israelitas são os santos e os palestinianos os pecadores. O boletim desta guerra, tem muitos pecadores de ambos os lados.
Os judeus europeus foram muito perseguidos, acusados de responsáveis pela morte de Jesus Cristo pelo mundo cristão. Em Portugal, «um país de brandos costumes», a partir do final do século XV as pessoas de religião judia foram reprimidas pela Santa Inquisição: sujeitos a castigos físicos; à confiscação dos seus bens; mortos; e expulsos do território onde viviam desde muito antes da era cristã. Por toda a Europa, houve uma desumana e cruel carnificina contra os judeus ao longo de séculos: em Portugal; na Espanha; na França; na Rússia; na Hungria, na Polónia, na Alemanha, etc.
Quando a Segunda Guerra Mundial acabou e o mundo tomou consciência do Holocausto, da morte em campos de concentração de seis milhões de judeus, as potências vencedoras da Segunda Guerra, sentiram necessidade, para aliviar consciências, de atribuir aos judeus um território na Palestina. Fizeram-no sobre o cansaço do Governo do Reino Unido, potência administrante daquele território, a braços com uma guerrilha terrorista de radicais judeus que entre dezenas de atentados bombistas e muitos assassinatos, matou Walter Edward Guinness, Ministro de Estado do Reino Unido, responsável pelo território.
A decisão das Nações Unidas, cujos «mandantes» foram a América de Truman, a Inglaterra de Clementre Attlee, e a União Soviética de Stalin, de criar o Estado de Israel, desprezando a situação dos árabes que viviam na Palestina há muitos séculos, revelou-se um profundo desastre para o Médio Oriente e para o Mundo. Estupidamente, atribuíram aos judeus (1/3 da população da Palestina na altura), 55 % do território e as terras mais férteis, e aos árabes (2/3 da população), 45% da área e as terras menos férteis. Nunca mais houve Paz entre árabes e judeus. Cerca de 900 mil árabes palestinianos foram expulsos de suas casas e das suas terras para não mais voltar à Palestina.
As retaliações entre os dois povos sucederam-se, mas quando dois protagonistas racionais, Rabin primeiro ministro de Israel, e Arafat leader da OLP, com o patrocínio de Bill Clinton, negociaram os acordos de Oslo, parecia que a Paz estava ao virar da esquina, mas a extrema direita israelita parou o processo assassinando Rabin, um herói da Guerra dos 6 dias. Entretanto, como uma desgraça nunca vem só, morre, de forma estranha, Arafat e na Faixa de Gaza, a OLP perde terreno para os islamitas do Hamas.
A Paz passa pela diplomacia e pela criação urgente de um Estado Palestiniano. Não é com mais armas que se se resolve este conflito
A guerra na Palestina dura há 75 anos. É tempo de se perceber que a política do olho por olho, e dente por dente, leva a que fiquem todos cegos e desdentados. A Paz é a solução!

O autor escreve segundo o antigo Acordo Ortográfico.
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