Opinião

Melhorar a mobilidade

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Somos o mais pequeno município do País, mas enfrentamos problemas de mobilidade como os maiores.
É urgente actuar na mobilidade com visão de futuro. Precisamos de nos deslocar de forma eficiente (dentro da cidade, para fora dela e vice-versa). Isto só é viável com meios: sustentáveis; seguros e inclusivos. Sem isto nada feito!
A nossa cidade necessita de um grande empenho dos seus autarcas e técnicos na execução de um plano estratégico para a mobilidade. Um plano dinâmico que se reajuste ao longo do tempo - acompanhando a evolução.
A mobilidade deve ser planeada de modo integrado, coordenando os transportes públicos, as vias rodoviárias, o estacionamento, os passeios e as ciclovias. Por outro lado, mobilidade e ordenamento, devem estar sempre em consonância.
O facto de não sermos uma cidade dispersa e termos uma densidade demográfica equilibrada dá-nos a vantagem de termos distâncias mais curtas.
Distâncias mais curtas favorecem a mobilidade pedonal. É pena que não tenhamos os passeios adequados a esta importante mobilidade – saudável, económica e defensora do meio ambiente.
Não nos cansamos de dizer que os sanjoanenses necessitam de uma cidade com passeios caminháveis - cómodos e seguros. Que incentivem a andar a pé!
Temos imensos passeios que não merecem que assim se chamem - cheios de covas e lombas e outros onde o peão tem que se desviar para a rua para poder passar. Temos várias ruas onde não há passeios.
O piso da maioria dos nossos passeios é de pedrinha basáltica (calçada portuguesa) cuja insegurança está mais que demonstrada.
Há uma grande relutância em usar pisos de betão e de asfalto. As grandes cidades europeias usam estas soluções em espaços modernos. São mais económicos e a segurança e a comodidade são muito maiores que calçada portuguesa. O que nos impede de usar nos passeios estes pavimentos?
Os transportes públicos são da maior importância numa cidade.
Temos o TUS dentro da cidade. É um activo importante a não desprezar, mas está ao alcance do município melhorá-lo. Pode ir a mais sítios, ter maior frequência e passar a ter veículos menores, mais confortáveis e não poluentes.
Temos a percepção que a maior parcela de automóveis a entrar e a sair na cidade, com maior impacto nas horas de ponta, é oriunda das localidades à volta. Principalmente de território dos concelhos da Feira, Oliveira de Azeméis, mas também de Arouca e até Ovar. Há aqui um problema político e administrativo que é um desafio aos nossos autarcas. Será possível interagir com os concelhos vizinhos numa solução de transportes públicos que a todos agrade? Fica a pergunta.
A Linha do Vouga, com carreiras mais frequentes, com composições modernas e electrificada, poderia contribuir para a redução dos automóveis que entram e saem diariamente cá, mas será que o actual Governo e os que se seguirão estão apostados nela?
A necessidade de espaço para tratar outros itens deste tema tornava o artigo demasiado extenso, por isso suspendemos o mesmo e em breve dar-lhe-emos continuidade.

O autor escreve segundo o antigo Acordo Ortográfico
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