Opinião

Comentadores…

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Para todos os gostos e feitios. Na política um manancial enorme. Agora, e ao que parece, uma nova ciência, a geopolítica. Aqui, os comentadores alargam os nossos horizontes. No desporto, parecem cogumelos. E também aqui a hierarquia é forte, parece aquela da tropa, “a velhice é um posto”. Bem, mas não quer dizer sabedoria. Hoje a transformação no desporto é enorme. Pena é que o desporto, para eles, seja exclusivamente o futebol. Depois temos os comentadores da moda, os comentadores das intrigas familiares dos famosos, os comentadores dos crimes que vão, infelizmente, proliferando na nossa sociedade.
A curiosidade é, pelo menos, para mim. Há um exercício que ponho sempre em prática: tentar adivinhar qual o clube ou partido a que pertencerão ou se tentam influenciar-nos para este ou aquele caminho. Há comentadores que são mesmo facciosos na defesa das damas deles. Isto, apesar de apregoarem que são independentes. Depois, ainda há a existência dos comentadores dos comentadores. Estes têm mesmo de ser “inteligentes”, porque o esforço é muito maior, pois têm de dizer mal sem apontarem o dedo. Este é outro exercício de adivinha que nos toca a nós, consumidores deste tipo de entretenimento. Ainda não escrevi sobre os comentadores das guerras que nos vão atropelando as mentes. São generais, professores da tal geopolítica… Também aqui tentam a independência, mas não conseguem. Lá vão tomando partido deste ou daquele. E os apresentadores – como devem rir interiormente! – quando têm de perguntar sobre algo que eles próprios gostariam de comentar. Nesta área, existem alguns apresentadores que não resistem a meter uma colherada no comentário. De um modo geral, é o que temos… todos eles não arriscam muito, porque estão em causa os patrões que lhes pagam e, por muito que nos digam que podem dizer o que lhes vai na “real gana”, o meu ceticismo é enorme.
Ainda me resta escrever sobre os influencers. Estes, apesar de estarem nas propaladas redes, também aparecem nos comentadores. E, daí, nós gostarmos mais de uns do que de outros. E é fácil perceber porquê: uns sabem dizer aquilo que mais nos agrada e não estamos para ouvir aqueles que nos contrariam. E é tão simples carregar num botão. Professor Dr. Júlio Machado Vaz, pode voltar, está perdoado! Assim como o Herman José: abandonou-nos ou foi forçado a abandonar-nos?!
Nas músicas, Leonard Cohen, Bob Dylan, Chasing The Wind,…
Nos livros, a “Mensagem”, de Fernando Pessoa. Se pensarmos bem, todos nós temos um pouco de comentadores, não temos é audiência.

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