Opinião

Coligação PSD /CDS contra projeto de transformação e de melhoria do desempenho ambiental de S. João da Madeira

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A sustentabilidade e proteção do ambiente devem ser eixos de ação prioritários. Perante a informação e o conhecimento cientifico de que dispomos hoje sobre esta temática, não podemos ficar indiferentes às necessidades de adaptação que se impõem, sendo maior a responsabilidade para quem exerce funções politicas.
A gestão dos resíduos produzidos numa cidade é um dos vetores onde os decisores políticos podem fazer a diferença. Em S. João da Madeira decidimos fazê-lo. Iniciamos um processo de mudança em 2019 com a recolha seletiva porta-a-porta, o que aumentou exponencialmente a quantidade de resíduos encaminhados para valorização, e, mais recentemente, em 2022, iniciamos a recolha seletiva de biorresíduos. Hoje, a recolha porta-a-porta, com separação assegurada, já chegou a 2855 habitações. Uma medida de grande êxito ambiental, uma mudança nos hábitos de vida dos sanjoanenses abrangidos e que só foi possível com a colaboração de todos. Estou certo que estamos no bom caminho. S. João da Madeira é hoje referida, e tida como exemplo, no que às boas práticas ambientais diz respeito. Mas a nossa ambição é maior! Delineamos com os serviços municipais, a quem reconheço enorme valia, e coadjuvados por consultores externos, uma estratégia para os próximos sete anos. Uma estratégia que prevê a maior transformação de sempre do município na área ambiental. Uma estratégia que manterá S. João da Madeira no topo no que respeita ao seu desempenho em matéria de gestão de resíduos. Entre outros aspetos, prevê-se o seguinte: o alargamento da recolha seletiva porta-a-porta; o desenvolvimento do sistema poluidor pagador, em que cada cidadão paga pelos resíduos que produz (ao invés do pagamento indexado à água que consome), e é beneficiado na medida dos resíduos que separa; oferta de um mini oleão a todos os residentes para recolha porta-a-porta de óleos alimentares; reforço da compostagem individual e introdução de programas de compostagem comunitária; recolha de resíduos perigosos em pequenas quantidades (ex. tintas, vernizes, sprays, pequenos eletrodomésticos, cd´s, etc.); aquisição de um ecocentro móvel; aquisição e instalação de Totens mini-ecoponto; investimento em contentores subterrâneos; aquisição de contentores de diversas volumetrias; limpeza urbana em todos os arruamentos; instalação de novas papeleiras; reforço da limpeza de folhas no outono; um sistema informático de monitorização do serviço; serviço efetuado por equipamentos com reduzido impacto ambiental; etc..
Esta é uma estratégia que se traduzirá em maior conforto, maior justiça e maior transparência para o cidadão, sem perder de vista um melhor desempenho ambiental e uma maior eficiência de recursos.
Pois bem, na última reunião de Camara Municipal, a coligação PSD/CDS votou contra tudo isto. Votou contra o desenvolvimento e votou contra a implementação de boas práticas ambientais.
Perante um projeto de futuro, voltado para os próximos 7 anos, perante os desafios que o mesmo coloca e a necessidade de mobilizar os cidadãos, a oposição votou contra, apresentando justificações que pouco ou nada se ligam ao que estava em cima da mesa. O que pesou foi, apenas, a mera necessidade partidária de deixar no ar uma impressão critica e negativa.
Sendo importante realçar que o voto contra, em particular contra o desenvolvimento, tem pautado a ação da coligação PSD/CDS nos últimos tempos. Recordo o voto contra o financiamento necessário para execução da obra de reabilitação da Avenida do Brasil. Uma obra que, apesar da unanimidade em torno da sua necessidade, a coligação, na prática, não pretende ver feita. Se assim não fosse, não teria votado contra a contratação do empréstimo necessário para o seu arranque e execução.

Mas seguimos em frente. Seguimos a construir o futuro de S. João da Madeira.

 

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