Opinião

Coerência entre a vida e a ação

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A ação é fundamental, pois cada um de nós põe sempre a culpa para os outros, se algo nos corre mal. Se Deus é bom, como pode ter acontecido tal calamidade. Então quem é o culpado dessas desgraças?... Somos nós que estamos a dar cabo do planeta e as nossas más ações.
Queixamo-nos que não temos casa, nem carro, nem dinheiro e pomos a culpa para a falta de sorte , para os pais, para o Estado e nunca para a nossa preguiça, para o nosso comodismo para a nossa inércia, falta de confiança e para a incapacidade de muita boa gente em saber gerir o seu dinheiro. Acontece até que invejamos quem tem uma vida mais desafogada. Uma premiada com um globo de ouro, no programa da SIC disse ao receber o prémio:
- A sorte deu-me muito trabalho.
Muita gente no nosso país, quer que os outros os sustentem, nomeadamente o Estado. É urgente todos nós produzirmos mais, para que a riqueza obtida possa ser distribuída, por quem mais dela necessita. Caso contrário a classe média, ficará também pobre, devido aos impostos que terá de pagar, para que o governo auxilie e bem os mais necessitados. O orçamento de estado contempla o aumento dos impostos indiretos no iVA, no imposto único de circulação, no tabaco, nos refrigerantes doces, nas bebidas alcoólicas, nos combustíveis, e mais não sei quê. O governo ao fazê-lo, terá uma receita 4 vezes superior, em relação à despesa com as benesses. Dá com uma mão e tira com as duas, mas assim ganhará as próximas eleições. É esperto e sabe muito bem iludir os portugueses. Os impostos indiretos são camuflados e passam despercebidos à maioria das pessoas.
A falta de coerência, no que se diz e no que se faz, verifica-se tanto na vida política, como a nível religioso e social. António Costa tem muito palavreado, mas fazer o que ainda não foi feito, como diz a canção de Pedro Abrunhosa, continua a ser uma miragem.
Soube dum caso em que um rapaz teve um acidente grave e ficou paraplégico.
Muito limitado, para executar as tarefas diárias, o seu suporte era a sua fé.
Um dia no fim da Eucaristia o padre de quem era muito amigo abeirou-se dele e quis saber se ele precisava de alguma coisa, pois mostrou-se disponível, para o ajudar.
Então o rapaz teve este desabafo:
- Os meus vizinhos e os meus amigos vêm cá a casa e uns dizem-me:
- Tens de ter paciência!...
- Outros, mais religiosos, acrescentam:
- Vou rezar por ti!...
Ó senhor padre, paciência tenho eu, pela minha incapacidade!...Que remédio!...
- Rezar também o faço, pois tenho fé!...
- O que mais precisava e agradecia era que me despejassem o lixo, me lavassem a loiça, me fizessem as compras.
Meus queridos leitores, deixemos as palavras e passemos às ações.

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