
Caros concidadãos
O que é o civismo, o que representa e porque serve de desculpa, para a falta de transparência, a ausência de informação, de formação das políticas municipais.
Depois de pesquisar, gostei da “versão” de civismo, que representa o conjunto de atitudes e comportamentos éticos, isto é, conduta baseada em valores morais, onde se actua com honestidade, integridade e respeito pelo próximo de acordo com as regras sociais e o bem comum. Requer o cumprimento de deveres, zelo pelo património público, preservação do ambiente, da biodiversidade e respeito pelo outro. É a prática da cidadania participativa e do patriotismo.
Exemplos de civismo, respeito pelo espaço público, não sujar as ruas, cuidar de parques e equipamento público. Respeitar o silêncio, as normas de trânsito e os vizinhos. Interessar-se por questões da comunidade e contribuir para o seu desenvolvimento.
O dever de agir com honestidade, dedicação ao interesse publico e respeito pelos valores do bem comum.
O civismo nasce na educação, na formação e na consciência de que as acções individuais influenciam o bem-estar colectivo.
Se todos agirmos com civismo o nosso mundo, a nossa cidade será um espaço tranquilo, feliz para a convivência de tudo e todos.
Quando exponho um assunto de interesse comum, por exemplo, sobre os lixos e desperdícios na nossa cidade, o que normalmente recebo como resposta municipal, da parte de quem nos governa, é de que “isso acontece por falta de civismo dos cidadãos.” Este assunto ausência de civismo por parte dos cidadãos merece da nossa parte uma importante e urgente reflexão.
Na minha humilde opinião, faltam políticas municipais de informação, de formação, nesta área, tão importante para todos nós. Os aterros estão a abarrotar, quase no seu limite máximo. Segundo informação somos um dos países europeus que ainda envia mais de metade do seu lixo para aterros.
Pergunto, para onde vai o nosso lixo? O lixo dos contentores verdes do indiferenciado? Os lixos dos ecopontos, amarelo, azul e verde?
Saberemos nós separar os diversos lixos? Ou nem por isso? Seremos nesta área, autodidactas ou aprendemos algures?
As grandes superfícies fazem separação dos lixos? Para onde enviam os lixos? Fazem reciclagem? E as obras públicas e privadas, saberá o município e consequentemente através da transparência, todos nós, para onde vai o lixo e os desperdícios?
Reconheço que este, difícil, tema não é abordado, honestamente, por políticas municipais, estas remetem-se, unicamente, a desculpas de “falta de civismo e se sabem quem fez, denunciem que, o município envia a coima”.
Necessitamos, pois de uma nova abordagem nesta área, uma política nova, mais informadora, mais educadora, mais transparente.
E para terminar este artigo, gostaria de partilhar convosco, um acontecimento urbano real.
Existem na nossa Cidade, colónias de gatos urbanos, tratados e alimentados por cuidadoras. Uma destes dias, uma cuidadora andava preocupada com a ausência de uma gatinha. Esta não viria comer há já alguns dias, o que lhe teria acontecido?
A cuidadora questionou a vizinhança sobre a gatinha. Em conversa com uma senhora, descobriu que a gata teria adoptado, num quintal próximo uma galinha de raça anã, garnizé e os seus pintinhos.
Então, não é que a gata come, dorme e vive com a galinha e os seus pintinhos.
Linda história verdadeira de como os animais irracionais se comportam, mostrando-nos como, por vezes os irracionais somos nós.
Obrigada. Sejamos felizes.
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