Opinião

Cidade de quinze minutos...

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Mais uma espécie de atrevimento da minha parte, voltar a um livro que me ajudou de uma forma que há muito tempo não sentia, o quanto o facto de lermos um livro pode ser tão importante para nós. “Direito de Cidade, direito de existir”, de Carlos Moreno. Quando estamos a ler uma obra destas, logo fazemos um exercício mental que é transportar a ideia para a nossa cidade. Claro, que longe de mim querer pôr-me no lugar dos nossos arquitetos, que os temos e com uma enorme qualidade.
A minha ideia aqui é pegar num exemplo de que o Carlos Moreno nos fala, que é a Cidade de quinze minutos. O que eu aqui procuro é mostrar que a nossa cidade se compara na prática a uma cidade de quinze minutos. Ora vejamos, se estivermos em qualquer ponto da nossa cidade e se quisermos deslocar para outro local, não demoramos mais de quinze minutos. E, claro, podemos fazer essa deslocação a pé. Vou transcrever algumas ideias que extrai do livro de Carlos Moreno:
“Dizer bom dia a alguém é dizer-lhe tu existes!”

Assim começa uma cidade...

“As ruas, as praças, o bairro continuam a ser os mais importantes espaços sociais e constituem a base da cidadania na cidade. Porque esta não é unicamente um lugar de circulação, é, antes de mais um lugar de vida onde habitamos, trabalhamos, nos divertimos, que visitamos, que promove os encontros e os intercâmbios.”
“Bato-me para que as praças públicas sejam devolvidas aos cidadãos.”
Para acabar, e ainda do livro de Carlos Moreno: “ A quem pertence a cidade? O direito à cidade é indissociável da democracia e do respeito pelos direitos humanos, a começar pela prestação de serviços básicos.” Estamos ainda longe desses objetivos.
S. João da Madeira é uma cidade maravilhosa para cá se viver. Pena é que nem todos possamos usufruir dela como seria desejável, principalmente no desporto. Aliás, já no ensino básico, todas as modalidades desportivas podiam e deviam ser ensinadas gratuitamente! Ainda no desporto, a Associação Desportiva Sanjoanense vai ter eleições. Duas listas a concurso será mesmo necessário, vão-nos dividir como os políticos?
Pela nossa cidade, tudo! Seria um ótimo slogan, não?
A questão que vos ponho é a seguinte: a nossa cidade merece-nos, ou nós merecemos a nossa cidade? O que é que os políticos fazem pela nossa cidade? Será que eles sabem tudo e nós não sabemos nada?
Na música, Dave Brubeck Quartet.
Nos livros, “Peregrinos”, de Elizabeth Gilbert.
Todos temos de fazer mais pela nossa cidade...

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