Opinião

Atom Heart Mother...

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Este é o título de um álbum dos Pink Floyd, gravado em mil novecentos e setenta. Lembro-me de o comprar nos Armazéns Roma, na praça. Se bem me lembro, nesta loja, tinha dois gira-discos para podermos ouvir o LP antes de o comprar. As peças de roupa que comprávamos no Roma eram garantia de qualidade e, penso mesmo que, de uma certa exclusividade. Não corríamos o risco de encontrar alguém com uma peça de roupa igual à nossa. A gerência dos Armazéns Roma resolveram partir para um novo conceito com o nome de Nova Era. Hoje, ao olhar lá para trás, será que S. João da Madeira estava preparado para tanta qualidade e criatividade?! Aquela escadaria!... Qualquer cidade desta Europa abraçaria aquele projeto com grande pompa e circunstância. Lembram-se do que é que se dizia: “Era dar pérolas a ...”. Não creio que fosse isso, digamos antes que é uma questão cultural, ou económica. Talvez sinais dos tempos, mais pragmáticos. Pensando melhor, também, como hoje, havia muita dor de cotovelo, e más línguas capazes de arruinar o melhor dos melhores. “Se não és por mim, és contra mim.”. Não me levem a mal, sou só eu a deixar-me levar por nuvens escuras , que também a mim me atrapalharam. Agora, ficamos muitas vezes pelo “Bom dia, como vai?”. Bem, por momentos deixei-me levar para caminhos que não eram de todo a minha intenção inicial.

O álbum Atom Heart Mother…

Voltamos ao vinil e aos Pink Floyd. Uma curiosidade em relação ao nome do álbum dos Pink Floyd, que dá nome a esta crónica, pois referíamo-nos a este álbum entre amigos como o álbum das vaquinhas... pois na capa era a imagem que tinha. Nesse tempo, como hoje, não consigo viver sem ter por perto música. Lembro-me que, no tempo lá de trás, uma das minhas ambições era adquirir uma aparelhagem que me pudesse proporcionar a audição dos meus discos. Para mim, óptimas!!! Ainda hoje possuo essa aparelhagem, com o prato e o amplificador Phillips. E o ritual que antecedia o pôr o disco no prato, o cuidado, a limpeza e... o acomodarmo-nos para a audição. Bah! Hoje está tudo à distância de um clik.
Hoje fomos convidados a ir acomodarmo-nos numa plateia para a audição da minha neta Matilde.
Na música, inevitavelmente, os Pink Floyd.
Nos livros, “O Grande Panda e o Pequeno Dragão”, de James Norbury.
“O que é mais importante: a viagem ou o destino?” – perguntou o Grande Panda.
“– A companhia”, respondeu o Pequeno Dragão.

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