Opinião

Alvorada -Escrito em abril

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As faturas emitidas pela empresa Águas de São João, no mês de abril, refletiram um pequeno aumento daquela taxa.

1. O preço da água em São João da Madeira subiu. Após vários anos à espera das conclusões de um estudo da Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos (ERSAR) e apesar da promessa eleitoral de 2021 de rever em baixa o valor cobrado na tarifa volumétrica de água consumida, as faturas emitidas pela empresa Águas de São João, no mês de abril, refletiram um pequeno aumento daquela taxa.
Mais 7%, foi o valor verificado. Uma diferença de cêntimos, é certo.
Na justificação para a alteração de preço, enalteceu-se a tardia aplicação da sugestão da ERSAR, conseguindo-se garantir um pequeno ajuste no tarifário e não fazer refletir a alta taxa de inflação, em vigor este ano.
Uma argumentação arriscada.
Pelo país surgem várias notícias de associações de consumidores a pedir reembolso pelo desajuste dos preços dos combustíveis. São igualmente cêntimos cobrados a mais. Só que em vários meses, a vários clientes e em vários litros, o valor reclamado ascende a somas elevadas.
Havia várias hipóteses de absorver a taxa de inflação, na fatura da água.
Diminuir a tarifa de disponibilidade, no mesmo valor de cêntimos, por exemplo. Uma taxa que deveria estar dependente da decisão do acionista maioritário, a Câmara Municipal de São João da Madeira.
Até porque a exploração, como foi igualmente noticiado durante este mês de abril, fruto do investimento com fundos comunitários, reduziu as perdas de água na rede pública, num valor significativo. O que permitirá à empresa municipal melhorar os seus resultados.
É aqui que a equação pode ficar perigosa. É que, quando os factos mudam, a opinião pública também pode modificar-se.
2. As esplanadas fazem parte da cultura europeia. Não apenas no verão, mas durante todo o ano, em dias solarengos. O espaço público passa a estar ocupado por mesas, cadeiras, para-ventos transparentes e até guarda-sóis. Infelizmente há exageros dos privados. Esticando em demasia o negócio, não dando serventia em algumas artérias aos transeuntes, prejudicando-lhes o seu dia a dia. Por cá, houve um forte incentivo à ocupação da via pública. Definição do mobiliário e de áreas para a Praça Luís Ribeiro, retirada de lugares de estacionamento em artérias carentes desse serviço, foram opções assumidas. Com estes sinais, aparecer um novo regulamento, com novas taxas, causa estranheza aos restantes comerciantes e gera incompreensão e discórdia. Bom senso, escreveu, a propósito das esplanadas na capital, Bárbara Reis no jornal Público.
3. A oferta cultural em São João da Madeira cresce durante os meses de março e abril. Poesia à mesa, uma sucessão de inaugurações de exposições em datas sucessivas (curiosamente houve um fim de semana em que se acrescentou uma desnecessária dupla estreia), festival de teatro e até o Party Sleep Repeat, são os exemplos da atividade destes meses. Tiago Moita, seguidor desde a primeira hora da Poesia à mesa, colocou um parêntesis na designação “Festival Literário”. Munindo-se de exemplos de localidades próximas, situadas na mesma região geográfica, o escritor e também poeta sanjoanense argumentou bem e colocou a fasquia alta, explicando o que falta à oferta cultural da cidade para ganhar outra dimensão. Os exemplos de Tiago podem ser replicados nas restantes apostas culturais.
4. “O essencial da política portuguesa” é um livro coordenado por Pedro Magalhães, Jorge Fernandes e António Costa Pinto, editado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos no presente mês. Uma vasta obra com 900 páginas que permitirá perceber como foram estas, quase, cinco décadas da democracia em Portugal.
5. Começou a contagem decrescente para o 50º aniversário do 25 de abril.

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