
A minha mãe dizia muitas vezes:
– O casamento é uma carta fechada, que só se abre após o enlace matrimonial.
Mas acrescentava que, quando vamos casar escolhemos muito: o noivo escolhe a indumentária mais bonita e que melhor lhe fica. Escolhe juntamente com a noiva, o lugar da boda, e eu e o meu marido escolhemos o padre que nos casou e a capela onde realizamos o nosso matrimónio. A noiva escolhe o vestido mais bonito e que melhor lhe fica e o cabeleireiro que mais arte tem, para pentear noivas.
Hoje as condições são outras.
São muito mais difíceis para os jovens sob o ponto de vista económico e a escolha do companheiro/a é muito dificultada pelo imenso apelo à sexualidade sem limites e sem responsabilidade. É o prato de cada dia nas redes sociais: é o que se chama relativismo moral.
Daí o drama de tanta violência doméstica e tantos crimes entre casais.
Então a escolha com que cada um quer partilhar a vida deve ser muito criteriosa.
Saber se tem hábitos de jogo, se é violento com alguém, se o outro ajuda e é disponível para qualquer necessidade, se é gastador, se teve relacionamentos perigosos, se é bondoso e prestável.
E isto porquê?
A vida familiar tem de ser baseada em 3 pilares:
Amor; respeito; dedicação.
A família tradicional está num beco sem saída, porque foi posta à margem da sociedade.
A vida, nos dias que correm, está a tornar-se muito difícil: famílias monoparentais em que todas as tarefas são realizadas só por uma pessoa, acumulando emprego, cuidado com os filhos e com a casa.
Para terminar, meus queridos leitores, deixo alguns excertos da oração de São Francisco:
Senhor que eu seja instrumento da Vossa paz!...
onde houver ódio que eu leve o amor;
onde houver erro que eu leve a verdade:
onde houver discórdia que eu leve a união;
onde houver dúvida que eu leve a fé.
Se pusermos em prática esta oração, encontraremos a felicidade na nossa relação em casal.
Um dia um velho índio lamentava-se:
– Tenho dentro de mim dois cachorros a brigar.
Um deles é dócil, meigo, calmo, manso, ternurento.
O outro é raivoso, irascível, atacante e até às vezes muito perigoso.
Logo alguém indagou:
E nessa briga quem ganha?
Aquele que eu alimentar.
Freud já referiu e eu também, num artigo anterior que o ser humano tem em si dois impulsos:
Thanatos e Eros. Um deles incita-nos à violência e agressividade e o outro Eros, à sexualidade ao prolongamento da vida, ao amor!
Meus queridos leitores, qual destes vamos alimentar?
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