Opinião

A paciência e a bondade geram a Paz!...

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Hoje, tive conhecimento, pela SIC, que há gente que arrisca tudo, para semear o bem.
Jovens partem de Lisboa a caminho da Mongólia.
Entre eles, vai um rapaz de cor.
Vão-se deslocar num carro fabricado há 30 anos, mas que foi devidamente inspecionado e cujas peças que não oferecessem segurança foram substituídas, para que o seu sonho fosse realizado.
E perguntar-me-ão os meus queridos leitores:
- Por que o vão fazer?...
Qual o seu sonho?...
Ele é demasiado nobre e corre sérios riscos!...
Querem chamar a atenção de quem tem tantas possibilidades e tanto se queixa daquilo que a sorte lhe traz!...
Pretendem arranjar patrocínios, com a sua publicidade, sobretudo de pessoas ricas com um coração sensível e, outras, do pouco que têm desejam partilhá-lo com quem nada possui.
A verba angariada por estes jovens destina-se à construção de uma escola nesse país.
Nas nações mais pobres a escola além da cultura aí ministrada, é lugar de encontro, centro de saúde, de acolhimento, de partilha de alimentos doados pela igreja e outras instituições.
Na entrevista que deram receiam passar pela Rússia, embora já tenham conseguido um visto, devido à instabilidade que aí se verifica e também à guerra.
Esta nobre missão irá correr bem, pois já Fernando Pessoa no seu poema “Mar Português”dizia:
-Tudo vale a pena, se alma não é pequena.
Há muito joio no mundo, mas também bom trigo.
Hoje, a liturgia do dia falava de uma parábola, isto é uma história contada pelo Mestre, para que saibamos discernir o bem e o mal. Temos de conviver no mundo com um e com outro.
E o que dizia a história que Jesus contou?
O semeador semeou no seu campo boa semente de trigo. No meio, apareceu o joio, erva invasora.
Os servos querem ir à seara arrancar o joio.
Diz em alta voz o dono:
- Não, pois enquanto arrancais o joio, destruis também o trigo, porque enquanto verdes confundem-se: têm a mesma folhagem, a mesma altura e a mesma cor.
Na hora da colheita é mais fácil separá-los. O fruto é diferente e o caule do joio é mais duro.
Nesta história o trigo é o bem e o joio é o mal. O trigo alimenta e dá vida. O joio gera crueldade e confusão.
O trigo representa a paciência, ao partilhar a sua seiva com o joio. O semeador é Deus, o campo é o mundo, o trigo são os homens bons e o joio os maus. A ceifa é o fim do homem na terra.
Deus é compassivo e cheio de bondade. Não nos castiga segundo as nossas maldades. Está sempre à espera que mudemos de caminho. Ele não quer perder nenhum dos que Lhe pertencem, pois os chamou à vida.
Um dia fui fazer uma escritura e a senhora que estava ao serviço contou, aflita, que tinha estado à morte, por ter caído por uma escadaria abaixo. Nesse momento e inconsciente, veio-lhe à mente toda a sua vida, nomeadamente o que fez de mal.
Esta experiência faz-nos refletir naquilo que fizemos de errado, para o evitar.

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