Opinião

2026- Ano Novo – Desassossegos pretéritos e contínuos

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Entramos em 2026 e as nossas preocupações no que diz respeito a causas citadinas, como, causa animal, ambiental e humana continuam em “lista de espera”, para nosso descontentamento e tristeza.
Na causa animal a ignorância dos cidadãos transcende a gentileza, a sensibilidade e a empatia necessária ao bom convívio citadino.
Cuidadoras de colónias de gatos de rua são cidadãs que cuidam e protegem os gatos que vivem nas ruas da cidade. São cidadãs inscritas no município como cuidadoras que cumprem normas e regras municipais. São o elo mais importante nesta área, contudo não escutadas por quem de direito, sim, nunca foram ouvidas por quem governou a cidade. São conhecedoras dos gatos que alimentam e é através delas que outros programas municipais de bem-estar animal podem ser, dignamente, implementados. Portanto, acusá-las de sujar as ruas é puro mito e desconhecimento total desta área. Lembro também que os gatos não fumam, deixando os passeios cheios de beatas, não bebem bebidas alcoólicas nem sumos e não compram comida em sacos. Se estes existem nos passeios, é porque o ser humano aí o coloca, em vez de procurar o sítio certo, caixotes do lixo, não é à toa que a TV nos designa de atrasados ambientais.
Quanto ao programa CED, este programa destina-se, essencialmente, a controlar a população dos felinos urbanos.
Homenageio as cuidadoras de colónias de gatos de rua, inclusive as que já não se encontram entre nós, a D. Judite, a D. Natália e a D. Dulcineia, seres humanos extraordinários, exemplos maravilhosos de amor incondicional.
Ainda na causa animal, gostaria de deixar aqui a minha tristeza como cidadã, como ser humano, de ainda não termos tido a capacidade de olhar para as pombas como seres a cuidar e proteger, em vez de proibir os cidadãos de as alimentar, criar pombais onde, sendo corretamente alimentadas seria possível, também, controlar a sua população, evitando-se o espectáculo repugnante e triste dos espigões nas varandas e outros sítios.
Outra causa, onde o amor incondicional tem papel principal é o Voluntariado.
Obrigada a todos os voluntários que nos ajudam na causa animal, obrigada aos Ecos Urbanos.
Li, a semana passada, uma entrevista, num jornal citadino. A entrevista realizada a um empresário Sanjoanense de sucesso, onde este referia o amor como premissa de vida.
Fui ao Google e pesquisei. "Amor é uma emoção complexa e multifacetada, definida como um profundo afeto ou desejo pelo bem-estar de outro ser ou coisa, variando desde a atração física ao amor incondicional, passando por amizade, carinho e apego, sendo uma arte que se aprende com ações e decisões, não apenas um sentimento, e que envolve processos neurológicos de recompensa no cérebro".
O amor expressa-se sentindo, comunicando por palavras e ações. Envolve cuidado, proteção, lealdade, verdade e escolhas alinhadas, sendo uma das experiências humanas mais ricas e complexas.
Segundo os entendidos, existem vários tipos de amor: o amor romântico, amor fraternal, amor familiar, amor incondicional e amor-próprio.
Nestes tempos actuais de conflitos territoriais, guerras, de desinformação, alterações climáticas, sentimentos de insegurança, sentimentos coletivos crescentes de ódio, descriminação, onde a maior parte do tempo vivemos vidas "on-line", vidas utópicas, imaginárias, devemos reflectir e incluir na nossa vida diária este maravilhoso sentimento humano, devemos decidir, devemos utilizar, o amor.
Como a cidadania participativa nos invoca, no domingo, dia 18 de janeiro, não se esqueçam, por favor, sanjoanenses, vão votar, escolher o nosso futuro Presidente da República Portuguesa.
Obrigada. Fiquem bem.
Sejamos felizes.

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