Obras na EN223 “estão suspensas desde Dezembro”

Obras na EN223 “estão suspensas desde Dezembro”

As obras na Estrada Nacional 223, que liga Arrifana a Santa Maria da Feira, estão ”suspensas” desde Dezembro e podem ser retomadas já na próxima semana. As duas rotundas que começaram a ser construídas em Arrifana e Escapães podem ficar concluídas já em Março, resolvendo um problema de acessibilidade de muitos condutores sanjoanenses, que se arrasta há vários anos.

As obras na Estrada Nacional (EN) 223, entre Arrifana e Santa Maria da Feira, estão “parcialmente suspensas desde 19 de Dezembro” do ano passado, devido às condições “atmosféricas que se têm feito sentir”. A frase é de António Oliveira, engenheiro da Construção Carlos Pinho, Lda, empresa que está no terreno desde Julho do ano passado e que tem a seu cargo a beneficiação de um troço de cerca de seis quilómetros, entre Arrifana e Santa Maria da Feira. Da sua responsabilidade é também a obra da estrada regional (ER) 227/IC2, entre S. João da Madeira e Vale de Cambra, onde o cenário de suspensão também se aplicou, tendo, no entanto, as obras já sido retomadas na passada semana, segundo apurámos.
Em relação às obras na EN 223, António Oliveira explicou a ‘O Regional’ que “existem tarefas que não podem ser feitas com condições atmosféricas adversas”, nomeadamente, “chuva e temperaturas reduzidas”. E, nesse sentido, a empresa pediu às Infraestruturas de Portugal uma “suspensão parcial de trabalho”, uma vez que com “temperaturas de nove graus não é possível pavimentar” e todas essas questões “técnicas são responsáveis pelo atraso dos processos”.
O engenheiro acredita que na próxima semana seja possível já retomar os trabalhos. Quanto às críticas que vão surgindo, justifica que existe um longo trabalho que é feito até chegar à construção das “rotundas, que é aquilo que dá mais impacto para os usuários” que ali circulam diariamente, onde se contabilizam muitos sanjoanenses. “Não é necessário ver máquinas a trabalhar. Existem trabalhos que muitas vezes as pessoas nem se apercebem ou associam que são da obra em causa”, enfatiza.
Relativamente a este “percalço”, assegura que “é normal acontecer nestas alturas”, já que “temos que nos sujeitar às condições climatéricas”, que nem sempre “correm a nosso favor”.

“A obra tem que ficar pronta a tempo e horas”

Perante os obstáculos, a empresa responsável pela obra terá que fazer “um reforço do programa de trabalhos” para que o prazo de execução de 400 dias seja cumprido, nem que para isso “seja necessário trabalhar de noite e de dia”, assegurando, confiante, que “a obra tem que ficar pronta a tempo e horas”.
Jorge Vultos Sequeira, presidente da Câmara de S. João da Madeira, voltou a reforçar esta semana a ‘O Regional’ que a realização destas duas obras resolverá “um problema antiquíssimo que condiciona severamente a mobilidade dos cidadãos, que condiciona severamente a economia nesta região” e que as mesmas vêm ao encontro das aspirações das populações.
O Ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, reconheceu, por sua vez, em Julho do ano passado, na cerimónia de apresentação destas obras, “o quão importante ela vai ser quando estiver concluída para a mobilidade de pessoas e bens destes três concelhos, mas também sabemos as dores de cabeça que vão ter ao longo do próximo ano, nesta obra impactante, enquanto as estradas estiverem em obras”, dizia.
Em 400 dias previstos, esta empreitada está orçada em 3,5 milhões de euros, o que permitirá alargar as atuais faixas de rodagem e a construção de três novas rotundas, combatendo, assim, as longas filas de trânsito e o “pára e arranca” em determinadas horas do dia. Este longo calvário, reivindicado muitas vezes pelos municípios da região, é seguramente a obra ansiada pelos sanjoanenses, que passarão a ter uma via de ligação de Arrifana a Santa Maria da Feira mais fluida, com o desaparecimento dos semáforos no cruzamento de Sanfins.
Contas feitas, as duas obras rodoviárias, no seu conjunto, representam um investimento superior a 5 milhões de euros, tendo um prazo de execução de aproximadamente um ano. A da EN 223 será um pouco mais, pois a mesma implica a construção das rotundas.

António Gomes Costa

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